bruxas

Black moon / Lua negra

Black moon rising a segunda lua negra/nova de janeiro deste ano, um fenómeno especial, que nos influencia a grandes mudanças, que faz as marés engrandecerem e revoltarem-se…
A Lua negra é pura e dura, traz verdade nua e crua.
O que está mal ou escondido, ou negado, na sombra de cada um de nós, ou no comportamente da sociedade… vem ao de cima.
Vem um turbilhão… E é lua negra em aquário, vamos ver que revolução vem aí…
É tempo de ser corajoso, desafiar autoridades imorais, questionar cá fora o que não sentimos como verdade por dentro. Momento de alinhamento para acção. Aquário traz-nos à consciência o bater da verdade do nosso próprio coração.

Nalguns aspectos do paganismo bruxístico, a super lua negra é considerada uma altura especial quando quaisquer rituais ou trabalhos mágicos de intenção são considerados mais eficazes. Há também quem ache que é apenas uma ocorrência normal da lua nova, e há outros ainda que acham que não se devem fazer quaisquer rituais ou trabalhos nesta altura. Eu acho que se pode fazer trabalhos rituais, e que são fortes, e parece-me que o aviso para não se fazer estes trabalhos tem a ver com a própria força crua da energia da lua negra, com a qual não se brinca no sentido de que qualquer passo em falso ou duvida são postos a limpo na lua negra – é necessário considerar uma grande pureza de intenção quando se trabalha com lua negra.
Afinal de contas, no escuro, quando sem medo, toda a verdade se vê e experimenta na pele. Ou seja, medos escondidos vêm ao de cima, mas isso pode ser a maior das bençãos, lidarmos com crueza e pés enraizados na terra com os medos que estão presos dentro de cada um. O trabalho pode bem ser senti-los, compreender a raiz desses medos e com nos afectam, e depois, libertarmo-nos deles se já não nos servem para nada. Há que perceber que um medo é em primeiro lugar uma ferramenta de autodefesa,  vem da nossa consciência de sobrevivência primitiva. Mas não encontrando lugar nas nossas sociedades actuais sem predadores animais vorazes a cada esquina, os medos ocupam outros nichos e cantos do nosso ser, e das estruturas sociais que habitamos. Não raras vezes, o medo passa a estar num lugar desadequado, que em nada apoia o nosso instinto de sobrevivência, antes pelo contrário… Destinguir um medo útil para a sobrevivencia de um medo irreal imposto pela sociedade em que vivemos pode ser das coisas mais úteis que fazemos por nós próprios e pelo melhorar da qualidade e sinceridade da nossa presença e acção, a cada dia, e em cada interacção com os outros, e  a largo prazo, na coragem de pôr em marcha o que o bater do coração nos traz como importante fazer, criar, viver, ou defender.

A estas luas chama-se SuperLuas, astronomicamente, é quando a lua se encontra alinhada directamente entre o Sol e a Terra, e quando a lua está mais perto da Terra, o que no caso de se fosse uma lua visível, cheia, nos pareceria aos olhos uma SuperLua.

moonPhasesDatas das Luas Negras em 2014:
Lua nova 1 Janeiro e de 30 Janeiro (o que faz da segunda lua nova uma Black Moon).
O mesmo acontece em março, com lua nova dias 1 e dia 30 março, segundo no final do mês a segunda Black moon do ano.
Agora, tecnicamente, uma dúvida que me coloco é, como seria isto das duas luas novas e da black moon num mês de duas luas antes da imposição de um calendário gregoriano – que não está alinhado com o calendario lunar de 28 dias (aproximado, mais hora menos hora) pois o calendario lunar rege-se precisamente pelos ciclos da lua.

Bom, que há influencia da lua nova, daí ninguém tira, mas fico aqui com as minhas dúvidas de aplicação entre calendarios..
Para mim, como conclusao é que todas as luas novas são Luas Negras. Como é que se passou o nome Black moon /Lua Negra que é uma nomenclatura pagã, para o calendario astronómico-gregoriano, isso é que não sei, e aparentemente quem anda a usar o termo para cunhar esta segundas luas novas do mês, também não sabe. hihi

“So, the moon may seem bigger although the difference in its distance from Earth is only a few per cent at such times,” Dr. James Garvin, a chief scientist at NASA’s Goddard Space Flight Centre, explained the phenomenon.”It is called a supermoon because this is a very noticeable alignment that at first glance would seem to have an effect. The ‘super’ in supermoon is really just the appearance of being closer.”

“While normal supermoons are visible and sometimes appear bigger than usual-especially when they’re on or close to the horizon-the supermoon on January may not be visible, even though the moon will be the second-closest to Earth this year,” The Epoch Times reported.


Lua Cheia das Colheitas

Apanhar maçãs, colher pêras, amar amoras, beijar tupinambos, honrar a Terra, agradecer toda a sua abundância, enraizar no chão, e feliz e contente cantar e amar celebrando a fertilidade, e em toda a sua magia, fazer descer sobre nós e à terra a doce e poderosa Lua Cheia das Colheitas.

E porque esta lua cheia marca verdadeiramente o equinócio, agradecer o Sol que no auge do verão nutriu entre outr@s os girassóis de que agora provamos e guardamos as sementes, e pedir-Lhe que agora que o Sol desce e torna menos forte, se funda com a Lua para que juntos continuem a nutrir e abençoar as colheitas que hão-de vir depois deste equinócio.

(tecnicamente a lua cheia das colheitas é amanhã de manhã, mas é senti-la e saber que é esta noite que está em toda a sua abertura luminosa e cor das primeiras abóboras que surgem, a pedir ser puxada e ritualizada em pleno)


Xamãs e sacerdotisas

Uma mulher  que se torna consciente do seu ciclo e das energias inerentes a ele também aprende a perceber um nível de vida que vai além do visível; mantém um vínculo intuitivo com as energias da vida, nascimento e morte, e sente a divindade dentro da Terra e de si mesma.

 É a partir deste conhecimento que a mulher se relaciona não só com o visível e terreno, mas com os aspectos invisíveis e espirituais da sua existência.

 Foi através desse estado alterado de consciência, que tem lugar a cada mês, que as xamãs / curandeiras, e mais tarde as sacerdotisas, trouxeram ao mundo e à sua própria comunidade a sua energia, clareza e conexão com o divino.

 A cura, magia, profecia, ensino, inspiração e sobrevivência vieram da sua capacidade de sentir ambos os mundos, de viajar entre os dois e trazer as suas experiências de um para o outro.

 

Excerto do livro: “Lua Vermelha”, de Miranda Gray


Black Panther/Jaguar (Leopard Medicine)

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TRUE POWER – CHANGE AGENT – PROPHECY – ADVOCACY – EMBRACING THE UNKNOWN

BLACK PANTHER SAYS…
I will walk with you, but you must call to me to be with you only when you are ready to fully face yourself. I offer up my strength, my beauty, my stealth and my courage to guide you into the inner journey of self discovery. And I will help you as you step out into the world once again with all the gifts that I have led you to in full confidence, grace and ease.

Your ability to see into the hearts and minds of people can serve you well, when you embrace this knowledge with compassion. You will know what to say and when to say it. You will also know when to say nothing at all. Likely, you may find that your gift of sight which can penetrate the darkness so well, can lead you to a place of leadership, activism and advocacy. You may write books, make movies, create poems, songs and articles that reveal, through your profound inner vision, hidden truths dancing just below the surface, at the soul level of all humans, poised and ready to take shape on the planet.

Because of your courage to look into your own dark places, nothing escapes your finely tuned senses, instinct and intuition. After all, you cannot play a player. And you would know, because you have gone the distance, faced your own shadow, released judgment, learned your lessons and moved forward in life with the intent to shorten the suffering of anyone who is willing to have it be so! You are now part of the inoculation to mankind and to the world for whatever suffering you have experienced and endured.

This is precisely why you are able to embrace the unknown; because you have already done it and you have discovered that this is where EVERYTHING resides, all keys, all knowledge, all abundance in all things. You go into your dreams, into the situations of your life and you lie in wait, unafraid to examine your own egoic reactions, patterns of denial and distorted fears. And this reaps great rewards for you. For every time you peel down to your truest essence, your spirit is renewed, a deeper sense of self is born and you are transformed into an expanded, more authentic version of “You” and a new piece of your Soul is revealed to the world.

Within your beating heart and your razor sharp mind is the antidote which your very survival and existence anchors on the planet. However, it is when you fully step into your power as an advocate and an activist that your legacy will become permanently etched into the book of life and you will be a change agent for the entire world

BLACK PANTHER POWER
The power of Black Panther lies in his ability to walk with total strength of character and a courageous heart into the unknown, fully embracing the mystery of life and completely enabled to wend his way to his place of True Power with grace and confidence. His black coat is the perfect foil when working under cover of the night and he has full ability to defend himself, if need be. And it is in fact this ability to walk fearlessly into our own shadow with Black Panther, that allows us to turn our gifts fully into the light.

Those with Black Panther medicine are powerful seers, prophets, healers and agents of change, whose gifts most likely have been developing over the course of many lifetimes and through the school of hard knocks in their youth and young adulthood. It is usually in the middle years that the Black Panther really comes into her stride, unafraid of her own self, both shadow and light aspects and therefore never underestimating, nor overestimating anyone or any situation.

This powerful prophet sees people and situations with startling clarity. This can make others uncomfortable if they are not walking with integrity or if they are living in denial. For those who are not afraid of walking in truth, Black Panther people are a breath of fresh air, especially when they have tempered their insightful gifts with tact and compassion for the plight of others and for themselves.

Black Panther knows that darkness is a place to heal, to uncover the truth, to seek and find answers. Through dreams, the Black Panther teaches us to look inside of ourselves into those places that need healing, to embrace uncomfortable territory through self-discovery and courageously face what we may find!

The panther often signals a time of rebirth after a period of suffering and death on some level. This implies that an old issue may finally begin to be resolved, or even that old longstanding wounds will finally begin to heal, and with the healing will come a reclaiming of power that was lost at the time of wounding. Black Panther understands death and teaches people not to fear it, for out of death comes rebirth.

It is said, “that which does not kill us makes us stronger.” It is this same idea that is awakened in the lives of those who open to the power of the panther totem. The panther marks a new turn in the heroic path of those to whom it comes. It truly reflects more than just coming into one’s own power. Rather it reflects a reclaiming of that which was lost and an intimate connection with the great archetypal force behind it. In many cases, panther energy accompanies the activist and the advocate.

Panther is a powerful guide to have, always bringing a guardian energy to those to whom it comes. 

Painting by Julia Ruffles

Painting by Julia Ruffles

In Cherokee: (tlvdatsi nvwati)
MEANING: Unfamiliar Territory, Grace, Darkness

Black Panther People are learning to confront their fears and learn how to see when all appears dark or when you find yourself in unfamiliar territory. Black Panther supports you walking into the unknown future with Grace and trust. You may be worrying too much about the darkness more than you are looking for the Light.

When Black Panther Medicine grabs your attention it is asking you to embrace the future, knowing that you may not have all the answers at this exact moment. Black Panther assures you to trust your Life path with the confidence that the answers will come to you with each leap forward.

Leopards and jaguars are both Panthers. A Black Panther is a genetic variant of several species of big cats and does not actually exist as a separate species of big cats. The Panthers that are black are due to a condition called melanism. Upon close examination, it is the typical markings in their black coat that tell who they really are.

Black Panther is an incredibly successful predator that hunts a wide variety of prey at night, dawn, or dusk, and will stalk their prey before they make the kill. Black Panthers can carry more than three times their body weight up into trees. Black Panther is strong, confident and graceful.

Black Panther’s message is about trusting the future and that which you don’t yet know. Confront your fears, know who you are and you’ll find that your fears will fall away with their own weight. You may have been carrying three times your weight, but the Truth is, you don’t have to. Get still and trust that the future is full of unexpected Goodness and prosperity.

blackpantherBLACK PANTHER AFFIRMATIONS
 I am whole, healthy and happy.
I am a divine human being.
I face my future with courage and grace.
I see my reality through the eyes of love.
I use my gift of insight for the greater good of all.
I walk this world and embrace the mysteries to come.
My guides and guardians are with me whenever I need them.
The truth will set me free.
The choices I have made have all brought me to where I am now.
APTOPIX Germany Zoo PantherI embrace my shadow and honor my inner truth.
I express my deepest feelings with compassion for myself and others.
I explore my dreams.
I understand that endings are also new beginnings.
I embrace new beginnings and new opportunities in my life.
I am ready to step into my true power and embrace my full human potential.
I am an advocate for love.
I activate my courage to fulfill my destiny.
I pray for the release of all needless suffering.
I recognize the multi-dimensional levels of my reality.
I am patient with the process of my life.

BLACK PANTHER SYMBOLOGY

GEMSTONES  Obsidian, Tiger Eye, Carnelian, Apache Tear, Agate

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Algumas de nós….

Algumas de nós….
Têm dentro de si, aquela voz que diz «Voa!» mesmo quando envoltas no doce abraço do Amante.
Algumas de nós….
Têm dentro de si a intuição pura de que o incerto é sempre mais fértil do que o seguro
E a Liberdade um bem essencial, acima de qualquer outro, porque só nela pode existir Amor
Algumas de nós…
Preferem viver despojadas a viver cobertas por uma mentira
Algumas de nós
terão sempre cabelos desgrenhados por mais que se penteiem
Estarão sempre nuas por mais que se vistam
Sendo o que são a cada momento, seja o que fôr
Filhas desta Terra estranha mas abençoada(s)
trazendo na pele todas as estradas numa só estrada
Algumas de nós têm crinas de cavalo e flancos luzidios
E celebram a Luz Divina de todos os partos e de todos os cios
Mesmo quando dançam com a Morte.
Algumas de nós
Têm asas de condor, garras de lobo, dedos de flores na Primavera aberta de si
Rugido de trovão, cantar de rouxinol na alvorada.
Algumas de nós
mudam de pele como a Serpente
Quando as velhas peles já não abrigam a sua dimensão crescente.
Algumas de nós
sabem que podem auto-sustentar-se em abundância e harmonia SEMPRE
mesmo que o dia seja de tempestade violenta.
Algumas de nós
Sabem que em todos os solos se podem fincar raízes que crescem e perduram
porque trazem na alma o deserto e a essência fértil do carvalho ancião.
Algumas de nós
Não cabem em si mesmas,
Transbordando tanto no seu vazio
que dão à Luz e fazem Amor a cada gesto, (e)ternamente, em generosidade e oferenda absoluta
Algumas de nós…
Fundiram os pés na peregrinação dos caminhos soltos e são a alma de todas as viagens
Sabendo que há momentos em que temos de ir onde nos leva o chamamento desta voz, seja o que for que fique para trás.
Algumas de nós…
Ousam ver as suas verdadeiras motivações
Mesmo que isso implique ferir os olhos
Porque sabem que a Verdade jamais se oculta ou esquece
Algumas de nós…
Deixam que todas as suas histórias se dissolvam, além de tempo e lugar,
porque sabem que nenhuma história importa ou existe, e só o Agora vive
Algumas de nós….
Riem, e a terra treme
Choram, e a Terra floresce
Abrem os braços e frutificam a si mesmas e a todos como a Mãe Terra de que somos parte.
Algumas de nós
Sabem que uma mulher maior as habita
E têm tudo, sem possuir seja o que for, por serem na dimensão plena do nada.
Algumas de nós…
Vivem de mãos abertas e de coração nas mãos, e os seus olhos são já o firmamento
Algumas de nós…
sabem claramente sem dúvida alguma
Que TODAS nós trazemos no ventre
a memória da criação, desde sempre e até sempre
Pois Todas nós somos a Deusa Eterna e Indomável.
<3
Escrito por Iris Lican

I feel

I feel… (Ik voel, ik voel, wat jij niet voelt…) from Elsbeth van Noppen on Vimeo.

I feel … is a documentary about children whose experience of reality is utterly different from that of most people. Though other people regard them as strange, they find their own path through life and dare to see the world with their own eyes.


River of Life

And our hands remember how to spin

We spin freedom on the rising wind

We spin threads of life, cords of fate

We spin love into a river that can overcome hate

We spin justice burning like a flaming star

We spin peace into a river that can overcome war

And if you want to know where true power lies,

Turn and look into each other’s eyes

Break the chains that have kept us bound

Weave a web to bring the monster down

In the face of truth, no lie can stand

Weave the vision, strand by strand

We are sweet water, we are the seed

We are the storm wind to blow away greed

We are the new world we bring to birth

A river rising to reclaim the earth

(Song by  Starhawk)


Um sopro de espiritualidade (às feministas)

“A reivindicação de uma igualdade com o homem não é senão a manifestação de uma mentalidade de escravidão. E qualquer mulher que tenha contacto profundo com a sua feminilidade detesta esta posição. Ela não quer parecer-se com o homem. Ela está intimamente persuadida da perfeição do seu estatuto, da sua riqueza biológica e psíquica, da sua nobreza interior.

(…) A verdadeira realização começa com a afirmação de uma diferença não só biológica, mas espiritual.”
*Femme Solaire – Paul Salomon

É um Sopro de Espiritualidade que falta às feministas na sua luta ainda e que sempre faltou. E é precisamente por isso o mais difícil de aceitar é que se torna tão difícil olhar para as mulheres dentro de uma perspectiva da Deusa. Rejeitando a ideia de religião e o domínio do deus-pater elas rejeitaram também qualquer transcendência em si mesmas…Sobretudo falando das mulheres portuguesas que só começaram a sua luta depois do 25 de Abril – embora tenhamos uma minoria de antes da “revolução e algumas referências de mulheres pioneiras que lhes serviram de base e inspiração. Afastaram-se assim da religião e do catolicismo que as oprimia, mas não viram outra via dentro do Sagrado. Nem sequer alguém se lembraria da Deusa nos anos 60 e 70 por cá…e muito pouco na Europa. (Não fiz nenhuma pesquisa e admito poder estar errada nesse aspecto)

Só muito recentemente (há cerca de 20 anos) as mulheres em Portugal se deixaram aqui e ali aliciar por alguns movimentos supostamente espirituais, por guias, mestres e astrólogos, dentro da perspectiva patriarcal, em que são sistematicamente votadas ao descrédito de forma subtil ou óbvia, e, no entanto, elas aceitam isso e são seguidoras fiéis desses mentores, como o eram dos padres e dos pais, irmãos e maridos…Sem qualquer consciência do feminino em si e do Poder da Mulher.
Ou então, no caso das feministas, ainda presas aos conceitos redutores do marxismo ou do pragmatismo ateísta, ainda que à sua maneira, elas não abdicam de um posicionamento político e militantista. Não há qualquer indício porém de movimentos ecológicos relacionados com o Sagrado Feminino em Portugal. As mulheres, presas ainda aos primeiros movimentos democráticos, dependentes dos partidos socialista ou comunista, que lhes deram cobertura paternalista, sempre dentro do modelo patriarcal, elas não enxergam a forma redutora como a História as tratou e os próprios políticos ainda hoje as tratam em Portugal.
Continuam subservientes às ideologias ou filosofias dos homens, ou mesmo até paradoxalmente das mulheres que se salientaram dentro do Sistema (de ensino académico) – as variantes das Faces de Eva – antes ou depois da revolução de Abril, mas sempre dentro do pensamento racionalista, estritamente masculino, com uns laivos de feminino no meio. Claro que tudo isto está em oposição ao feminino essencial, mas o mais grave e absolutamente paradoxal é como elas não vêm que o velho Sistema jamais lhes daria um lugar que não fosse o “direito igual” ao dos homens: poligamia, fazer sexo livre, ir à guerra, ser polícia, bombeiro, ser deputada ou estivadora ou ser prostituta com estatuto legal…
Falta a essas feministas ou activistas um sopro de espiritualidade, que seria um sopro de alma que perderam na convicção dos seus direitos e igualdades…
Não venderam a alma ao diabo, como acusaram os padres as suas irmãs bruxas na idade média, não, mas desta vez elas venderam a alma por um estatuto de novas escravas. Iguais aos escravos, são as escravas da guerra, da produção, do consumo e da alienação global do ser sagrado, da natureza e dos animais, do seu ser interior, do ser com alma e coração.
Por tudo isso não vejo nem acredito em nenhum rasgo de evolução do SER MULHER pela sua participação activa na politica, nesta sociedade patrista, porque ela não implica de modo algum uma Consciência verdadeira, ontológica, bem pelo contrário. As mulheres continuam a ser o que sempre foram: objectos de consumo e de prazer ou procriadoras, para chegar agora ao mais aviltante que é serem “barrigas de aluguer” dos casais gays e inférteis. E as próprias feministas não se revoltam com isso, assim como nunca se revoltaram com a prostituição das mulheres, quando muito quiseram legalizar e dar direitos às prostitutas sem considerar o que havia de errado nessa condição e como se prende com toda a mulher essa questão…
O Feminino Sagrado, a Ecologia, como dimensão de uma consciência da vida também sagrada, é essa espiritualidade que falta à mulher e que mais não é do que a sua própria essência, a essência à qual devia ser fiel e servir para lá de todas as barreiras e que lhe foi negada pela história do Homem…Daí que as mulheres que pensam em termos eruditos ou filosóficos fazem-no também, na base do conhecimento racional e intelectual, numa perspectiva cerebral e nunca na base do conhecimento intuitivo emocional…
Falta à Mulher SER Mulher total para se tornar a Mulher iniciadora, a mulher oráculo, a mulher inspirada, instintiva, a mulher que sente o fogo da sua alma, a mulher fonte de amor que é a Amante e a Mãe da Vida, e essa é a única mulher que ainda pode salvar o Planeta da alienação e da miséria.
Essa seria a mulher verdadeira que devia antes de tudo erguer a sua voz, a Voz do oráculo que foi silenciada, condenada ao descrédito durante milénios, a voz do útero, o útero que lhe foi arrancado…as entranhas que lhe foram sugadas, o Voz do verdadeiro oráculo que lhe foi proibido pelas religiões patriarcais e pelos seus filósofos.
A Mulher para voltar a ser uma Mulher autêntica, devia Acordar em si Lilith, a Pítia, a Grande Serpente, a Medusa, a Bruxa, a Sacerdotisa, a Vidente…era essa a Mulher que devia acordar para acordar a Humanidade para resgatar o seu fogo sagrado, a sua origem cósmica!
Só essa Mulher fará a diferença!

texto de Rosa Leonor Pedro

@: http://rosaleonor.blogspot.com/2011/01/um-sopro-de-espiritualidade.html?spref=fb

A “caça às bruxas”: uma interpretação feminista

A “caça às bruxas é um elemento histórico da Idade Média. Entre os séculos XV e XVI o “teocentrismo” – Deus como o centro de tudo – decai dando lugar ao “antropocentrismo“, onde o ser humano passa a ocupar o centro. Assim, a arte, a ciência e a filosofia desvincularam-se cada vez mais da teologia cristã, conduzindo, com isso a uma instabilidade e descentralização do poder da Igreja. Como uma forma de reconquistar o centro das atenções e o poder perdido, a Igreja Católica instaurou os “Tribunais da Inquisição”, efetivando-se assim a  “caça às bruxas“. Mas quem eram, enfim, estas mulheres que fizeram parte de um capítulo tão horrendo da história da humanidade, e por que o feminismo retoma as bruxas como um dos seus principais símbolos?

1. A “caça às bruxas

caça às bruxas” durou mais de quatro séculos e ocorreu, principalmente, na Europa, iniciando-se, de fato,em1450 e tendo seu fim somente por volta de 1750, com a ascensão do Iluminismo. A “caça às bruxas” admitiu diferentes formas, dependendo das regiões em que ocorreu, porém, não perdeu sua característica principal: uma massiva campanha judicial realizada pela Igreja e pela classe dominante contra as mulheres da população rural (EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 10). Essa campanha foi assuminda, tanto pela Igreja Católica, como a Protestante e até pelo próprio Estado, tendo um significado religioso, político e sexual. Estima-se que aproximadamente 9 milhões de pessoas foram acusadas, julgadas e mortas neste período, onde mais de 80% eram mulheres, incluindo crianças e moças que haviam “herdado este mal” (MENSCHIK, 1977: 132).

1.1. Quem eram as bruxas

Ao buscarmos uma definição do termo “bruxa” em dicionários, logo pode-se perceber a direta vinculação com uma figura maléfica, feia e perigosa. Neste sentido, também os livros infanto-juvenis costumam descrever histórias onde existe uma fada boa e linda e uma bruxa má e horrível.[1]

Ao analisarmos o contexto histórico da Idade Média, vemos que bruxas eram as parteiras, as enfermeiras e as assistentes. Conheciam e entendiam sobre o emprego de plantas medicinais para curar enfermidades e epidemias nas comunidades em que viviam e, conseqüentemente, eram portadoras de um elevado poder social. Estas mulheres eram, muitas vezes, a única possibilidade de atendimento médico para mulheres e pessoas pobres. Elas foram por um longo período médicas sem título. Aprendiam o ofício umas com as outras e passavam esse conhecimento para suas filhas, vizinhas e amigas.

Segundo afirmam EHERENREICH & ENGLISH (1984, S. 13), as bruxas não surgiram espontaneamente, mas foram fruto de uma campanha de terror realizada pela classe dominante. Poucas dessas mulheres realmente pertenciam à bruxaria, porém, criou-se uma histeria generalizada na população, de forma que muitas das mulheres acusadas passavam a acreditar que eram mesmo bruxas e que possuíam um “pacto com o demônio”.

O estereótipo das bruxas era caracterizado, principalmente, por mulheres de aparência desagradável ou com alguma deficiência física, idosas, mentalmente perturbadas, mas também por mulheres bonitas que haviam ferido o ego de poderosos ou que despertavam desejos em padres celibatários ou homens casados.

1.2. A “caça às bruxas e o “Tribunal da Inquisição”

Com a ascensão da Igreja Católica, o patriarcado imperou, até mesmo porque Jesus era um homem. Neste contexto, tudo o que a mulher tentava realizar, por conta própria, era visto como uma imoralidade (ALAMBERT, Ano II: 7). Os costumes pagãos que adoravam deuses e deusas, passaram a ser considerados uma ameaça. Em 1233, o papa Gregório IX instituiu o Tribunal Católico Romano, conhecido como “Inquisição” ou “Tribunal do Santo Ofício”, que tinha o objetivo de terminar com a heresia e com os que nãopraticavam o catolicismo. Em 1320 a Igreja declarou oficialmente que a bruxaria e a antiga religião dos pagãos representavam uma ameaça ao cristianismo, iniciando-se assim, lentamente, a perseguição aos hereges.

A “caça às bruxas” coincidiu com grandes mudanças sociais em curso na Europa. A nova conjuntura gerou instabilidade e descentralização no poder da Igreja. Além disso, a Europa foi assolada neste período por muitas guerras, cruzadas, pragas e revoltas camponesas, e se buscava culpados para tudo isso. Sendo assim, não foi difícil para a Igreja encontrar motivos para a perseguição das bruxas.

Para reconquistar o centro das atenções e o poder, a Igreja Católica efetivou a conhecida “caça às bruxas”. Com o apoio do Estado, criou tribunais, os chamados “Tribunais da Inquisição” ou “Tribunais do Santo Ofício”, os quais perseguiam, julgavam e condenavam todas as pessoas que representavam algum tipo de ameaça às doutrinas cristãs. As penas variavam entre a prisão temporária até a morte na fogueira. Em 1484 foi publicado pela Igreja Católica o chamado “Malleus Maleficarum”, mais conhecido como“Martelo das Bruxas”. Este livro continha uma lista de requerimentos e indícios para se condenar uma bruxa. Em uma de suas passagens, afirmava claramente, que as mulheres deveriam ser mais visadas neste processo, pois estas seriam, “naturalmente”, mais propensas às feitiçarias (MENSCHIK, 1977: 132 e EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 13).

1. 3. Os “crimes” praticados pelas bruxas

No contexto da “caça às bruxas” haviam várias acusações contra as mulheres. As vítimas eram acusadas de praticar crimes sexuais contra os homens, tendo firmado um “pacto como demônio”. Também eram culpadas por se organizarem em grupos – geralmente reuniam-se para trocar conhecimentos acerca de ervas medicinais, conversar sobre problemas comuns ou notícias. Outra acusação levantada contra elas, era de que possuíam “poderes mágicos”, os quais provocavam problemas de saúde na população, problemas espirituais e catástrofes naturais (EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 15).

Além disso, o fato dessas mulheres usarem seus conhecimentos para a cura de doenças e epidemias ocorridas em seus povoados, acabou despertando a ira da instituiçãomédica masculina em ascensão, que viu na Inquisição um bom método de eliminar as suas concorrentes econômicas, aliando-se a ela.

1.4. Perseguição e condenação à fogueira

Qualquer pessoa podia ser denunciada ao “Tribunal da Inquisição”. Os suspeitos, em sua grande maioria mulheres, eram presos e considerados culpados até provarem sua inocência. Geralmente, não podiam ser mortos antes de confessarem sua ligação com o demônio. Na busca de provas de culpabilidade ou a confissão do crime, eram utilizados procedimentos de tortura como: raspar os pêlos de todo o corpo em busca de marcas do diabo, que podiam ser verrugas ou sardas;  perfuração da língua; imersãoem água quente; tortura em rodas; perfuração do corpo da vítima com agulhas, na busca de uma parte indolor do corpo, parte esta que teria sido “tocada pelo diabo”; surras violentas; estupros com objetos cortantes; decapitação dos seios. A intenção era torturar as vítimas até que assinassem confissões preparadas pelos inquisitores. Geralmente, quem sustentava sua inocência, acabava sendo queimada viva. Já as que confessavam, tinham uma morte mais misericordiosa: eram estranguladas antes de serem queimadas. Em alguns países, como Alemanha e França, eram usadas madeiras verdes nas fogueiras para prorrogar o sofrimento das vítimas. E, na Itália e Espanha, as bruxas eram sempre queimadas vivas. Os postos de caçadores de bruxas e informantes eram financeiramente muito rentáveis. Estes, eram pagos pelo Tribunal por condenação ocorrida e os bens dos condenados eram todos confiscados.

O fim da “caça às bruxas” ocorreu somente no século XVIII, sendo que a última fogueira foi acesa em 1782, na Suíça. Porém, a Lei da Igreja Católica que fundou os “Tribunais da Inquisição”, permaneceu em vigor até meados do século XX. A “caça às bruxas” foi, sem dúvida, um processo bem organizado, financiado e realizado conjuntamente pela Igreja e o Estado.[2]

2. O feminismo e o resgate da imagem das bruxas

Diante de tantas mortes de mulheres acusadas por bruxaria durante este período, podemos afirmar que o ocorrido se tratou de um verdadeiro genocídio contra o sexo feminino, com a finalidade de manter o poder da Igreja e punir as mulheres que ousavam manifestar seus conhecimentos médicos, políticos ou religiosos. Existem registros de que, em algumas regiões da Europa a bruxaria era compreendida como uma revolta de camponeses conduzida pelas mulheres (EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 12). Nesse contexto político, pode-se citar a camponesa Joana D`arc, que aos 17 anos, em 1429, comandou o exército francês, lutando contra a ocupação inglesa. Esta acabou sendo julgada como feiticeira e herege pela Inquisição e queimada na fogueira antes de completar 20 anos. Diante disso, configurava-se a clara intenção da classe dominante em conter um avanço da atuação destas mulheres e em acabar com seu poder na sociedade, a tal ponto que se utilizava meios de simplesmente exterminá-las.

O feminismo busca resgatar a verdadeira imagem das bruxas em nossa história, analisando não somente os aspectos religiosos, mas também políticos e sociais que envolveram a “caça às bruxas” na Idade Média. No olhar feminista, as bruxas, através de seus conhecimentos medicinais e sua atuação em suas comunidades, exerciam um contra-poder, afrontando o patriarcado e, principalmente, o poder da Igreja. Em verdade, elas nada mais foram do que vítimas do patriarcado (ALAMBERT, Ano II, n° 48: 7). Atualmente, as mulheres ainda continuam sendo discriminadas e duramente criticadas por lutarem pela igualdade de gênero e a divisão do poder social e econômico, que ainda é predominantemente masculino, continuando vítimas do patriarcado. Por isto, as bruxas representam para o movimento feminista não somente resistência, força, coragem, mas também a rebeldia na busca de novos horizontes emancipadores.

Por ROSÂNGELA ANGELIN Militante feminista e doutoranda em Ciências Jurídicas na Universidade de Osnabrück – Alemanha.

 @: http://www.espacoacademico.com.br/053/53angelin.htm


Beltane

“This is the time when sweet desire weds wild delight. The Maiden of Spring and the Lord of the Waxing Year meet in the greening fields and rejoice together under the warm sun. The shaft of life is twined in a spiral web and all of nature is renewed. We met in the time of flowering, to dance the dance of life.” ~Starhawk (The Spiral Path)

Beltane, Beltain ou Bealtaine é um festival Celta, ainda comemorado actualmente, reconhecido nas comemorações da Festa da Primavera, mas que originalmente marcava o verão. Devemos, entretanto, deixar claro que há uma grande discrepância entre as comemorações contemporâneas (que primam a sensualidade humana) e a comemoração em tempos remotos (que tinham um enfoque maior na fertilidade da Terra). O Beltane é o mais alegre dos Festivais Celtas, onde os participantes dançam, e se alegram nas voltas da fogueira.

Oposto ao festival Samhain, o Beltane é um festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, a fertlidade da Terra e os fogos do Deus Celta Bellenos, e toda sua energia e luz.

Durante o Festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens ou animais para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes.

Ocorre em 1 de maio no Hemisfério Norte e 1 de novembro no Hemisfério Sul.

A Fertilidade nesta celebração consta como o desabrochar da Primavera, com o abrir das flores, as sementes e a vida da prole considerada no Reino Animal. É uma Festa que deve ser regada a muita alegria, com danças, coroas de flores e um banquete que valorize os alimentos da época, e simbolicamente, é imprenscindível uma fogueira, ou algo representando o fogo. Para que possamos deixar que este elemento, o fogo purificador, nos livre das doenças e que reinicie a vida, na forma primordial, simples e pura.

Muitos grupos que seguem a espiritualidade céltica ainda celebram este Festival.

Na obra ” As Brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley,é relatada a festividade, mas é de relembrar que em épocas remotas a sexualidade dispunha de um lugar de destaque (nada reprimido), pois como é mencionado em muitos textos, é a celebração da Fertilidade.


The Goddess vs. the New Age

‘You ask me to plough the ground. Shall I take a knife and tear my mother’s breast?’

The Goddess vs. the New Age: Singing the Sacred Land

by Jacqui Woodward-Smith

“Female spirit, the goddess in us, is not fragile or new; not an invention of privileged women or an escapist New Age elite. We are tough and ancient: tried by a million years of ice and fire. On enormous and minute wheels of pain and beauty we have turned…we return to tell and respell our story.”1

So says Barbara Mor in the 1990 introduction to her powerful book ‘The Great Cosmic Mother: Rediscovering the Religion of the Earth”, written with Monica Sjöö. And so we return to respell our story and the female spirit, and the goddess in us begins to emerge from the mists of our forgetting after enduring and surviving several thousand years of patriarchy … or so we may tell ourselves. But there is a threat to our remembering, a threat from within what many would consider our own circle. It is the threat of the New Age and its writers and gurus who talk of ascension, of transcending human form, and of becoming one with our ‘light bodies’, and other similar concepts, and who are providing us with many of the contemporary ideas about, and images of, the Goddess. Theirs is not the language of the Earth, but of the dualism which has held us in chains for millennia. In our thirst for the rise of the Sacred Feminine, in our joy at sensing her return to human consciousness, many of us have ceased to consider the form in which She is being presented to us through the many New Age images and writings that grow in popularity by the day. Our connection to the Goddess is being subverted and torn from Her roots within the dark earth. She is being ‘intellectualised’, made all light and logic, and yet we are being encouraged not to think.

Before I continue I will say that I have nothing against the New Age and acknowledge that the term means different things to different people, just as ‘Goddess’ does, but there is a huge groundswell within New Age thinking that places light above dark, or possibly even worse ignores the dark altogether, and which turns the Goddess, and therefore all women, into a stereotype of femininity. The Goddess is both light and dark, with no separation between the two, just as we are, and if we ignore one side of Her then we do nothing but damage to ourselves.

In 1992 the wonderful Goddess artist, researcher, writer and activist Monica Sjöö published her book, ‘New Age and Armageddon: The Goddess or the Gurus – Towards a Feminist Vision of the Future’ (now republished as ‘Return of the Dark/Light Mother’), in answer to what she saw as the dangers of the New Age movement. She saw the movement as paying lip service to the Goddess and to the Earth whilst, at the same time, stressing the need to become more ‘highly’ evolved and leave the Earth behind. This is the very antithesis of the message of the Goddess who asks us to rejoice in our physical form and in our incarnation on this beautiful planet. Monica noted that Sir George Trevelyan, considered by many to be the ‘Grandfather of the New Age Movement’, spoke about a battle between the forces of light and darkness on a cosmic and human level. He said that this battle was led by Christ and the Archangel Michael, the ‘Dragonslayer’; the ‘dragon’ being the dark, chthonic Earth Dragon energies of the Goddess.

The Goddess is linked to the serpent/dragon in many cultures and a battle of the masculine and the patriarchal ‘forces of light’ to gain supremacy over Her is echoed in stories such as Adam and Eve, in which Eve is ‘seduced’ by the serpent into eating the apple of wisdom, against the instructions of the male Father God (the apple, of course being yet another symbol of the Goddess), and in many others. We should also remember that Athena, said to have been born from the head of Zeus rather than from the womb of the Mother, was once one with the serpent-headed Medusa, rather than being her victor and wearing her screaming head on Her shield as a trophy; we are asked to murder a part of ourselves and to celebrate, rather than to grieve. In separation we are weakened; only in embracing all aspects of the Feminine and of the Goddess within ourselves can we be whole; when we can claim our Medusa coils and wear them proudly as a manifestation of all that it means to be a woman then, perhaps, the tide against the Feminine will truly have turned.

The taking over of the Earth Goddess Gaia’s oracle at Delphi by Apollo between the 11th and 9th centuries BCE is a powerful example of the battle between the Serpent and the patriarchal forces of light. According to myth, Apollo killed the Python which guarded Delphi and was Gaia’s daughter, or in some stories Her son, when He captured the oracle there; again St Michael/Apollo is seen slaying the dark Earth Dragon of the Goddess and Tim Ward, in his book ‘Savage Breast: A Man’s Search for the Goddess’, quotes The Hymn to Pythian Apollo, written around 650BCE, which says that Apollo boasted “Rot right there now, on the ground that feeds man … and the sacred power of the sun rotted her right there, which is why the place is called Pytho.” (which means ‘rot’).2

Here, ‘rot’ is seen as something to be defeated by “arrows and sunlight”3 and yet rot is all around us in the autumn and winter and is sacred to the Crone, the most vilified of all the Goddess’s aspects. Without rot there can be no rebirth; rot is transformation and is an example of the Earth working her magic. Fungus, which, in the right place, can make toxic earth healthy again, feeds on rotted organic material; rot is part of the cycle of nature. In turning away from rot and mud and shit and dirt we turn away from the wisdom of the Earth and from the Goddess. The monotheistic religions seek to banish rot and death and tell us that if we ‘behave’ we will have eternal life and ascend to ‘heaven’, or some other realm of light apart from the Earth, rather than to the dark Underworld of the ancestors. Apollo sought to find peace in the purity of the mind, and his slaying of Python and her rot was re-enacted and celebrated for more than a thousand years, but in intellectualising the Goddess and making Her all light we remove Her, and ourselves, from our roots in the soil.

The monotheistic patriarchal religions have always sought to destroy our link with the Earth and her cycles. They talk about the Earth as a machine and of human beings (men) as superior and removed from her processes. In Britain alone we have nine hundred stone circles and our footsteps fall on a landscape that has been shaped by our ancestors through millennia; a thread that connects us all to the sacred land of our birth and/or of our heart. And yet, for reasons of power, control and greed, patriarchy, often through the monotheistic religions, has sought to persuade us that there is no connection between us and the Earth; that she is our prison, rather than our Mother and protector. How else could we allow her to be destroyed and to contribute to that destruction ourselves? Smohalla, a Nez Perce Indian from the Western United States and quoted in ‘The Great Cosmic Mother’, says:

‘You ask me to plough the ground. Shall I take a knife and tear
my mother’s breast?’4

Have we in the West really become so far removed from the Earth that we no longer yearn for, or need, our Mother’s breast?

In 2002 I travelled to Goa and Karnataka in Southern India in search of the Goddess. I travelled in a mini bus with a guide and driver and, soon after I got there, we drove up into the mountains. We came across a roadside shrine that was visited by all the drivers who passed and stopped so that our driver could make offerings to the spirits. I got out of the mini bus to look out across the landscape and, in the distance, I could see a beautiful blue-green mountain range looking like a woman lying back on the land. It was then that I felt in my heart and belly the violence that must be used against a people in order to sever their connection to the earth on which they, and their ancestors, have lived and died. That violence may be physical or psychological, conscious or unconscious, or a combination of all those things, but it is still violence. To speak of transcending our human forms and leaving the Earth is just the next step in uprooting us from the planet that gave birth to us; it is a philosophy that does violence to us. By stressing the light, and a narrow definition of what is beautiful, in our interactions with the Goddess the New Age serves to keep us separated from the Earth and continues a process that was begun several thousand years ago.

There are many theories about what began this process of disconnection from the Goddess; some say that it was begun by powerful Indo-European warriors who swept westwards taking by force the gentle matriarchal cultures that came before them but even this theory reinforces dualism; matriarchy vs. patriarchy, feminine vs. masculine, and can be unhelpful when we try to move away from the separation in our own societies and psyches. What we do know, or may intuitively feel, is that the first cultures were matristic (centred in the feminine) and that, for reasons that are still becoming clear, a patriarchal system usurped that more holistic way of living. We also know that the monotheistic religions grew from, and were central to, that process and continue to reinforce it today; the New Age is, in many cases, doing the same.

The Goddess has not always been acknowledged by the New Age; perhaps She is just too bound to the Earth and to the cycles of life and death? In ‘New Age and Armageddon’, written fifteen years ago, Monica Sjöö bemoans the fact that when she attended ceremonies in places such as Glastonbury the Goddess was never mentioned. When she suggested that She was acknowledged the organisers, who were generally men, would dismiss her request as though they had never heard of the Goddess. But the Goddess has refused to be ignored. She has continued to rise and Her presence can no longer be denied by those who follow an alternative spiritual path. And yet, rather than embracing the Goddess in all Her aspects and allowing her to balance the light of the fiery dragonslayer, who also has a place in our universe, and his arrows, the New Age chooses to subvert both Her meaning and Her image, stressing Her energies of light and love (which seemingly can only be found in the light) over those of Her chthonic darkness. To me, this is worse than ignoring Her and is a continuation of the patriarchal religious beliefs which sought to oppress and control Her, and us through Her, in the first place. Those who set themselves up as an alternative and as a cure have become the poison.

The Crone (like the Whore) has retained much of Her primal power because She has been ignored by Christianity, who were able to ‘use’ and (temporarily) pacify the virgin/maiden and the mother but were unable to subsume the cackling Crone, who has continued to terrify through Her association with death and destruction. Instead She became the evil witch, or the wicked stepmother, of fairy tales but at least She retained Her power within Herself until we were ready to commune with her again … it is never the Goddess who is changed, but our understanding of, and connection to, Her. The New Age has been able to (literally) paint the Maiden as pert-breasted, innocent and yet ever available, the Mother as ever abundant and giving, and the Crone as either non-existent or as a kind and smiling old woman, with all their other powerful and transformative aspects ignored … and all are seen defined by their relationship to others; the Maiden, independent but waiting for a lover, the Mother sacrificing Herself to Her children, the Crone as wise and kindly grandmother. None are shown as powerful symbols of the Feminine in, and of, themselves. I recently went to a talk in London where the speaker described the Crone as “ever beautiful, with an indigo cloak filled with moonbeams and starlight”! Where is the rot and death, the fucking, the shit and the mud; where is the Earth in that vision of Her? Where is the power? How are we to understand our lives being torn apart and changed when we are shown a kindly old lady, rather than a powerful primal transforming force? How are we to find a connection to Her in our experience of growing older in a human body if She stays young and beautiful as we age? How are we to change a society that values only youth when, instead of accepting old age as powerful and beautiful, we continue to see the Crone as ever-young and only beautiful because of that youth? We may age but the Goddess remains ever-young they say; always separation. The Crone is indeed beautiful, but She is beautiful in old age. She is what She is.

Even Mary Magdalene, who some of us have been able to look to as the untamed aspect of the Wild Feminine in Christianity, whatever the truth or not of her existence, has been turned into a dutiful consort and apparently tamed by Jesus and his light. Geraldine Charles in her article ‘Marrying Off the Goddess?’ says that the writings of Dan Brown and his ilk constitute “the co-option of the Goddess into a set of ideas that will serve only to uphold the status quo of patriarchal religion” and that, “the whore, redeemed or otherwise, is a powerful image; when we replace her with the dutiful wife we diminish ourselves and our culture. Risk is the new sin, after all, and so a little more wonderful wildness is gone; the safety of institutionalised religion shored up for a little longer”5 … and we accept it with open arms in our hunger to see the Goddess return. We think that we are shaking free of our chains when, in fact, they are twisting ever tighter around our throats, our wombs, and our hearts.

Tim Ward writes that:

“Jesus and Buddha, they urged me away from the world, taught me to resist the ways of the flesh and seek a Kingdom of God, heaven, nirvana, a higher consciousness. It’s different with her. It’s visceral, immediate, a matter of heart, balls and belly…”

Years ago I caught my first glimpse of her in India as Kali, the black Goddess who for hundreds of millions of Hindus is both Mother and Destroyer. Her statues there have four arms. The upper right is raised in blessing; the lower right is extended, palm out, as if offering a gift. But the upper left holds a bloody machete and the lower left a freshly severed human head. I once asked one of her devotees how one could get to the blessing and avoid the machete. “No, that’s not the point,” she replied fiercely. “The blessing is only won when you accept both sides of Kali, including pain, sorrow, loss and death. The real death is trying to hold your tiny ego safe from the pain caused by desire and love. Flee from the dangers of life, and you will miss her blessings too. But embrace Kali as she is, kiss her bloody tongue and feel all four arms around you, and then you have life, you have freedom…”6

We have to learn to accept the Goddess in all Her aspects before we can really receive Her blessings. If we pick and choose and only accept those parts of Her that we feel are ‘pretty’, or ‘easy’, or ‘acceptable’, if we attempt to tame Her wildness, then we will only ever know Her, and ourselves on a shallow level. As Clarissa Pinkola Estes says in ‘Women Who Run with the Wolves’, “Eventually, we all have to kiss the hag”.7

As an example of the fear of and subversion of the Goddess in the New Age I come to Doreen Virtue, who has previously concentrated on writings on angels but has begun to include the Goddess in her ‘Goddess Guidance Oracle Cards’ and her books ‘Archangels and Ascended Masters’ and, most recently, ‘Goddesses and Angels’. I particularly mention Ms Virtue because when I have gone into occult and witchcraft shops in recent years most of them have been filled with her books and oracle cards, with little alternative provided, and everywhere I go people seem to be talking about them. It’s clear that something in her work appeals to people and yet it seems to me that what she offers are comfort (“There are no frightening cards in this deck”8) and easy answers. Admittedly we all want those sometimes but do we really want our lives to be based on them, and do we believe that that is all that the Goddess has to offer us? It seems to me that once again this is an, either conscious or unconscious, attempt to remove us from our connection to the Earth, both by propagating shallow images of the Goddess, such as the ones found in this pack, and by suggesting that, in a perfect world, everything would be ‘nice’. Nature is not nice; it is “red in tooth and claw” and we are part of nature, not apart from it. It is what it is. There may be things that we would wish to change about our human behaviour but we can only do that by seeing ourselves as we really are and by being fully present, not by retreating into a world of ‘niceness’.

One of the things that most concern me is that, although Doreen Virtue is becoming more and more popular in Goddess circles, she seems to consider the Goddess to be easily slotted into monotheism. In ‘Archangels and Ascended Masters’ she writes:

“In ancient times, many of the deities listed in this book were worshipped in the way that many of us currently worship our Creator. Today we don’t worship deities – we appreciate them. They have small g’s in front of their god and goddess titles to show that they’re aspects of the God with a capital G …

“Just so there’s no misunderstanding, this isn’t a book promoting polytheism…the deities in this book are aspects or creations of the God…I’m not encouraging you to engage in worship of divinities, but to appreciate them as gifts our Creator has given us to help us love more, heal in all ways, and evolve on our spiritual path. When we accept their help we’re saying thank you to God.

“The world’s three major religions are monotheistic … Christianity divides God into three aspects: the Father, the Son, and the Holy Spirit but emphasizes that these are all aspects of one single Creator. In the same way the angels, archangels, and ascended masters are one with God and fit into a monotheistic system.”9

I am not suggesting that there is no place for the Goddess in monotheism; indeed She has always been there for those with eyes to see, but it must be the Goddess in all Her aspects, light and dark, and accepted as the Creatrix of the Universe, not as a shadow of Herself, designed to fool us into thinking that the Sacred Feminine has truly returned when all we are seeing is a phantom.

We are visual creatures and to find our connection to the Goddess in an image or a symbol is a powerful experience and one that can change us forever. Barbara Mor notes that:

“Ancient people believed that power resided in images themselves – or rather in the resonance between an image and the thing imaged – and this belief still lives in all of us; symbols continue to have great power over the human mind and heart”.10

It’s interesting that in the British Isles we have very few anthropomorphic representations of our deities prior to the Roman Invasion in 43CE, when some, such as Sulis Minerva in Bath, became linked to Roman deities and were imaged in human form. Cheryl Straffon in ‘The Earth Goddess’ suggests that this was because the Celtic and pre-Celtic tribes expressed deity through the land itself, rather than seeing them as ‘human’ figures.11 This is similar to the West African Orishas, who are seen as forces of nature, and to the Indigenous Australian beliefs in the Ancestors of the Dreamtime, who are often visualized as animal spirits, as well as humans. I believe that the beliefs of our pre-Celtic ancestors, as far as we can imagine them, had much in common with the beliefs of these ancient cultures.

Indeed, just as indigenous Australian belief speaks of the first Ancestors creating the land and then becoming part of it, so we have similar legends about the creation of our own sacred landscape in the British Isles, which is often said to have been formed by “The Old Woman of the Mountains”, or the Cailleach, who can be found in the folklore of Scotland, Ireland, England and Wales. She is imaged as a terrifying giantess who dances across the land dropping rocks from Her apron and is often described as “blue faced” and “one eyed”, with red teeth and matted hair. She isn’t ‘pretty’ or ‘nice’. She is what She is.

Today we can still find ‘Landscape Goddesses’ who appear to be sleeping on the Earth. One is the Sleeping Beauty Mountain on the Isle of Lewis in the Outer Hebrides, which is believed to be a representation of the Maiden Goddess Brigit. Once every 18.67 years she is awakened by the moon, which is viewed as rising to sit at her brow, turning the surface of the mountain silver and refreshing the fertility of the land. The most recent example of this was in July 2006 when hundreds of people travelled to the Hebrides to connect with Her energy. Another can be found in Glastonbury, where the hills that create the town and its surroundings take the form of a woman lying in the landscape and also of a swan flying to the South West.12 The shape of the Goddess Rhiannon can be found in the rocks of Carn Ingli in the Preseli Mountains of West Wales, and it’s said that if you sleep on Her belly you will be sent prophetic dreams. Everywhere we find tales of an Ancestor/Goddess creating the sacred land and forming a relationship with these landscape Goddesses can help us to attune to the Earth Goddess as She manifests wherever we are. As the Goddess Holda once said (to Her Priest, and my dear friend, Jack Gale), “All Goddesses are the land”.

Just as the Cailleach is seen as ‘monstrous’ so we have our terrifying Sea Goddess in Domnu; said to have been the Goddess of the Formorians, the first tribal ancestors of Ireland. They were the offspring of Chaos and Old Night and were described as ‘ugly and monstrous’, often with one leg and living by the sea, or on islands, where they could swim daily in the ocean. Domnu’s name has been translated as ‘abyss’ or ‘deep sea’ and She is one of many monstrous Sea Goddesses throughout world culture, such as Tiamat of Sumer, or Sedna of the Inuit. Yet even a monster can be ‘prettified’ by the New Age; Sedna is the powerful Goddess who the Inuit shamans petition for a good hunt, diving to Her realm on the sea bed to massage the bloody stumps of Her fingers, which were chopped off by her father in an attempt to save his own skin and became all the creatures of the ocean. Doreen Virtue says in her ‘Goddess Guidance Oracle Cards that they were ‘severed in a tragic boating accident’!13 Just as the Earth Goddesses connect us to the land, the Sea Goddesses are primal forces that sing to us of our origin in the sea and our deep unconscious; our task is to understand the meaning of their image, not to turn them into ‘pretty mermaids’. Why paddle in the shallows when we can have the depths?

Which brings me to New Age images of the Goddess; how is this primal power of the Goddess depicted? When looking at Doreen Virtue’s ‘Goddess Guidance Oracle Cards’ the first thing we might notice is that there are no Crones, but there are other omissions: no big women, no old women, no ‘ugly’ women, no challenges, no real power. Even the African Goddesses have honey-coloured skin and Western features. This is cultural appropriation of the worst kind, where we take an image that we find powerful but unacceptable in some way and change it to make it more palatable to our own eyes, rather than examining in ourselves what it is in that image that moves us to fear, or anger, or repulsion. I have always considered it a great mistake to over- anthropomorphise the Goddess, to see Her in purely ‘human’ form, and yet we do experience Her through our bodies and She is inside all of us, with all our frailties and weaknesses. If the images we have of Her become too distant from our own experience of our bodies we may no longer be able to find Her in our own reflections and become separated from Her. We have been separated from her for too long as it is! When we reject the Venus of Willendorf, that powerful creation of our far off ancestors, as a ‘negative’ depiction of the feminine, when we reject Medusa’s snake-headed anger, or Blodeuwedd’s screeching owl-self, when we begin to only see the Goddess in paintings of pneumatic-breasted women wearing diaphanous clothes, we lose something of ourselves; we make ourselves ‘less’ than Her and we lose Her in the process.

Again, Monica Sjöö says that: “ … to my dismay, I find that images of women and of the Goddess that are popular and acceptable in the New Age movement are the very sentimentalised and sickly sweet ones that I had rejected years ago as sexist, racist and heterosexist … I find that what passes for ‘art’ and ‘music’ in the New Age is uninspired, lacking in honesty and passion and is primarily meant to soothe and please…they want docile and non-threatening Virgin Marys, sweetly smiling while the earth burns”.14

Whenever we attempt to define the Goddess in prose then we perhaps distance ourselves from our personal experience of Her but an image, like a poem, can speak directly to a part of us that can never be found through intellect, or logic, or through being ‘nice’. We may see an insistence to connect the Goddess with the Earth as a negative thing, limiting Her and us and playing into the hands of patriarchy, rather than freeing us from it. After all, the Earth and women are equated one with the other in patriarchy and both are seen as ‘less’. Of course She is more than that. She is everything; the stars, the earth, the waters and the depths of our souls, but when there is such a fight, through millennia, to remove Her from consciousness and to sever our connection to the Earth we have to wonder why and to think that perhaps that is where our power is to be found. I gave the Goddess my darkness and She showed me my deepest magic. She stripped away my skin and showed me the power in my bones. I looked into Her eyes and She reflected all that I am back to me and I fell in love with what I saw there. That is what we are being asked to sacrifice to the sword of the dragon slayer and the New Age is pressing it to our hearts with a comforting smile.

We have come so far, and She is within our reach, but we must not forget how hard the journey has been, nor how much we have to lose in allowing Her image and nature to be subverted by the New Age. We must continue to examine and question the forms in which the Goddess is shown to us and, as we do so, remember Her roots within the dark soil, that aspect of Her that is most rejected and most feared. She is in everything, not just in those things that we find ‘acceptable’. We must embrace the rot that we find there as a symbol of our own transformation, which is to be found not only in the light of the intellect but in the wisdom of the body and its changes, and we must challenge the New Age that only accepts one side of Her, and our, nature. They are the shadow but She is the darkness and the light undivided.

‘On enormous and minute wheels of pain and beauty we have turned…we return to tell and respell our story…’

©October 2006, Jacqui Woodward-Smith, Priestess of Avalon

source: http://www.goddess-pages.com/Issue1/Articles/GoddessVsNewAge.html#CosmicMother


As mulheres e a Deusa – sem hierarquias

A meados da década de 70, dentro do movimento feminista nos Estados Unidos, Zsuzsanna Budapest e Starhawk, vincularam a Tradição das Deusas e Bruxas com as lutas pelos direitos das mulheres, criando juntamente com outras pesquisadoras o conceito do Sagrado Feminino, uma corrente espiritual cuja cosmovisão e prática ritual não provinham de nenhuma igreja ou religião judaico-cristã. Assim surge o Movimento das Deusas, a Witchcraft, e a Espiritualidade Feminina que celebram as Deusas, imanentes à natureza, às mulheres e nas relações culturais que surgem dessa cosmovisão. Uma Espiritualidade que devolveu às mulheres o direito à liberdade de culto do Divino Feminino, sem uma autoridade religiosa masculina ou guru iluminado, que defina as crenças das mulheres e como exercê-las. Ou seja, foram as mulheres as que se apropriaram desse direito, recriando a antiga religião matrifocal com projeções políticas, sexuais de género, ecológicas e comunitárias, que estiveram presentes nas tradições das Bruxas, Sacerdotisas e Xamãs na Europa pré-cristã, e em outros lugares onde as Deusas expressavam as potencialidades dos corpos, almas, mentes e criações das mulheres de forma positiva, outorgando liberdade, dignidade e poder de vinculação com os demais sem o caráter de subjugação sexual.

O pecado original, a culpa de Eva, o Deus pai, o Demónio e a necessidade de redenção da natureza perdida pelo pecado, não fazem parte desta cosmovisão ancestral. Até então as religiões que maioritariamente as mulheres conheciam e praticavam eram as espiritualidades e teologias criadas e dirigidas pelos homens, centradas em figuras masculinas como Javeh, Jesus, Alá, Khrisna, Buda, onde a discriminação e desvalorização das mulheres e do Divino Feminino se mantinham sem modificações há séculos. Entre tanto, dois milénios de cristianismo são muito pouco, por exemplo, ao serem comparados com o culto matrifocal, existente a partir do Paleolítico superior, 20 mil anos AC. E no Neolítico Agrícola, 7 mil anos AC, até às culturas clássicas da Antiguidade e aos primeiros séculos do cristianismo. E ainda quando Constantino decretava o encerramento de templos e declarava o cristianismo como religião oficial dos povos da Europa, estes continuavam a praticar os seus cultos ao Divino Feminino, empregando diversos nomes, ritos lunares, sazonais e Xamânicos. Assim sendo, a igreja criou um sistema de perseguição, tortura, e morte, inimaginável, para erradicar esta religiosidade tão enraizada na vida de gente comum, e que colocava as mulheres em lugar de respeito e dignidade, especialmente as bruxas, como sacerdotisas de ritos lunares, e agrícolas, conhecedoras de ervas curativas e anticoncepcionais, e de técnicas xamânicas para a visão sagrada, como pessoas com poder pessoal, social e espiritual, dentro das comunidades.

O retorno das Grandes Deusas

Em 1976, Merlin Stone publicou “Quando Deus era Mulher”, abrindo o caminho para uma série de estudos sobre as influências das religiões no processo de apropriação da dignidade e de empoderamento do eu. Aquele livro foi pioneiro e inspirou outras pesquisas que reinterpretaram mitos, tradições, ritos e evidências arqueológicas e antropológicas, sobre as religiões matrifocais que antecederam às patriarcais, realizados por Bárbara Walker, Mónica Sjoô, Riane Eisler, Caitlin Mathews, Mary Daly, Vicky Noble, Charlene Spretnak, Carol Christ, e as já citadas, Budapest e Starhawk.

A Espiritualidade Feminina conta com o trabalho arqueológico de Marija Gimbutas, quem orientou escavações na Europa Central e do Este, trazendo à luz evidências sobre civilizações matrifocais – que evoluíram entre 6.500 e 3.500 AC – como sociedades pacíficas, que não construíam armas de guerra, e se dedicavam à agricultura, arte, comércio e religiosidade, e nas quais – de acordo com evidências funerárias – não havia uma hierarquização de géneros. Mulheres e homens considerar-se-iam como filhos de uma mãe em comum, a Deusa, vivenciando uma forma de igualdade de géneros. Gimbutas interpretou inúmeras estatuetas de deusas, objetos rituais e da vida quotidiana, nos quais se expressa a cosmovisão sagrada associada aos ciclos da Lua, da mulher, da natureza, da consciência humana e de todos os seres vivos com o arquétipo da Deusa-Serpente, da Deusa-Pássaro, criadora, a Deusa sustentadora (do cereal, da agricultura, da cultura), e a Deusa da Morte e o Renascimento. Uma Tríade feminina mais antiga que a cristã e a indiana, por exemplo, celebrada com os seus filhos e filhas e consortes.

Esta pesquisadora de origem lituana fez uma leitura arqueológica e mitológica, denotando que as simbologias sagradas e arquetípicas das deusas de culturas posteriores, já estavam presentes nos assentamentos neolíticos. Gimbutas destacou a continuidade da cosmovisão matrifocal neolítica, procedente das “Vénus” paleolíticas dos sapiens coletores, e caçadores das cavernas, e a sobrevivência nas tradições das deusas posteriores ao neolítico, que conhecemos como Eurinome, Gea, Ártemis, Hékate, Atenas, Isis, Nut, Maat, Inanna, Ishtar, Alat, Aserath, Rhea, Deméter, Perséfone, Diana, Juno, Minerva, Eire, Brigid, Freya, Baba Yaga, as Musas, as Parcas, as Graças, entre outras. Gimbutas comprovou a tese de Jean Ellen Harrison, especialista em mitologia grega de Cambridge nos anos 30, a primeira a assinalar que as deusas gregas procediam de uma época histórica pré olímpica, e que o casamento de Hera e Zeus, não existia em suas origens. Este casamento forçado refletia o trânsito, às vezes dramático e violento, das culturas matrilineares para as patriarcais, após a conquista armada, e a inversão dos mitos de origem. Inclusivamente diferenciava os deuses guerreiros dos agrícolas da idade matrilinear: Hermes, Pã, Dionísio, indicando que o culto às deusas não excluía o Sagrado Masculino, porém não adorava um deus pai guerreiro e dominador, nem deidades masculinas que violentavam e matavam deusas e mulheres, como ocorre nos mitos tardios, surgidos daquela conquista e reforma. Para Harrison os mitos gregos consistiam em tentativas, às vezes grosseiras e desesperadas de tentar modificar as crenças na Grande Mãe, suplantando-as com conceitos político-religiosos, como o mito de Atena, nascida da cabeça de Zeus, armada como uma guerreira, substituindo a ancestral Atena, uma deidade sem pai, padroeira de sabedoria e da inteligência, e assim apresentar os deuses arquipatriarcais (como Harrison os qualificou) como sendo primevos, melhores e supremos. Robert Graves difundiu fora do âmbito académico o trabalho de Harrison, porém foi Gimbutas quem proporcionou as provas arqueológicas sobre as ondas invasoras patriarcais, assim como a cosmovisão cultural e religiosa quanto às Deusas Mães, até então considerada por muitos como simples “cultos de fertilidade”. Por sua parte, a antropóloga Margaret Murray apresentou provas da Tradição das Bruxas como um Xamanismo europeu cujas origens se remetem aos Xamãs paleolíticos e siberianos. As neojunguianas Silvia Brinton Perera, Marion Woodman, Jean Shinoda Bolen e Clarissa Pinkola Estés, realizaram uma tarefa similar à arqueológica, com o intuito de desenterrar o arquétipo da Grande Deusa, das profundezas do inconsciente pessoal e coletivo, de mulheres aonde a cultura e o ego patriarcal o mantinham recluso, reprimindo-o, para que as deusas não outorgassem poder espiritual, emocional e cultural ao corpo, à sexualidade, à liberdade e à consciência das mulheres. Para as junguianas, os mitos tardios, como o de Atena nascendo da cabeça de Zeus, foram apreendidos profundamente pelas mulheres que cresceram sendo educadas segundo o ideário feminino da mentalidade patriarcal, tendo que adotar nos últimos períodos modos patriarcais, a fim de serem reconhecidas como “Filhas do Pai” e obter êxito profissional e intelectual.

Thealogia da Espiritualidade Feminina

Assim, as práticas do Movimento da Deusa, contam com uma thealogia (de Thea, a Deusa) rica e diversa, procedentes de muitas fontes – não apenas académica – já que não é este um discurso unificado, e nem ditado por uma autoridade centralizada. Para a thealogia, as Deusas são vivenciadas por mulheres de muitas formas, mediante uma das cosmovisões básicas com a nítida intenção de que não reproduzam estereótipos femininos e masculinos. A deidade criadora é celebrada na natureza como uma deidade que permanece imanente no mundo, e no universo que ela criou. Ela é vida, natureza, a criação, o espírito, as plantas, as montanhas, os lagos, os animais, e as pessoas. Reina nos céus, na terra e no outro mundo, abarcando os três mundos como acontece com deidades tríplices. A Thealogia das deusas partilha muitos pontos de vista com tradições de povos autóctones e indígenas, que celebram o Sagrado Feminino com deidades como Andra Mari, Cerridwen, Ixchel, Pachamama, Mulher Aranha, Mulher Urso, Sedna, Amaterazu, Iemanjá, Umai, Kali… A Criadora apresenta-se ciclicamente como tríplice: a Virgem da Lua Crescente e da Primavera ( virgem por que ainda pertence a si mesma), a Mãe ou Adulta Plena da Lua Cheia e do Verão, e a Anciã Sábia da Lua Minguante e do Outono, para depois se transformar na Deusa Escura da Lua Nova e do Inverno, no aspecto que se manifesta além da triplicidade, já citada. Ela é celebrada por mulheres deste movimento a cada mudança do ciclo lunar e estação. A tríplice deusa celebra as idades da mulher e as três gerações de mulheres, que convivem num mesmo tempo e cultura. E vincula-as aos antepassados, tanto a mulheres como a homens do presente e as gerações futuras. Esta tríade feminina é também um arquétipo na consciência profunda da mulher, em qualquer das suas idades biológicas, porque expressa diferentes processos internos e capacidades para ser e agir. Este movimento não é um monoteísmo de saias, por isso também celebra o Sagrado Masculino partindo do ancestral deus agrícola e silvícola, oriundo das crenças paleolíticas e neolíticas, entendido como filho, amante consorte e iniciado em diversas manifestações sazonais e cíclicas.

Círculos e Grupos

Budapest e Starhawk, em companhia de outras mulheres Bruxas e Sacerdotisas têm-se dedicado à formação espiritual de mulheres em círculos e grupos com consciência de género, publicando livros contendo rituais sazonais e lunares, e propõem ritos menstruais, de passagem nas idades, de maternidade e de menopausa. Outros rituais para confrontarem problemáticas como o abuso sexual, deter a ação dum violentador, decidir a interrupção duma gravidez não desejada, melhorar a auto-estima, o ódio pelo próprio corpo, e a depressão. Incluem nas suas práticas a magia feminina como meio de orientar a consciência perante as necessidades básicas no trabalho, no lar, na cura, nos estudos, na vida a dois. É uma espiritualidade onde a magia é somada ao trabalho político e psicológico em busca dos direitos da mulher, nos quais as serpentes, a vulva, e o sangue menstrual, são alguns dos símbolos da sacralidade feminina que voltam a ser utilizados pelas mulheres. Neste movimento não existem estruturas eclesiásticas nem dogmas, nem papas, e toda a mulher pode celebrar as deusas, juntando-se a outras ou a sós. Nos Estados Unidos, há grupos de mulheres heterossexuais e/ou lésbicas, e outros grupos integrados por homens e mulheres; neles é promovido um compromisso com a vida, com o planeta, e a justiça, mediante ações individuais ou coletivas.

Na América Latina

Nesta região, as mulheres obtêm notícias quanto à Espiritualidade Feminina Pagã, a partir de livros, de oficinas e celebrações do Movimento das Deusas. Talvez, o aspecto que mais desafia, seja invocar uma deidade feminina nesta parte do continente onde a religião masculina continua a ter influência na auto-estima das mulheres, negando direitos e apresentando Maria como uma mulher subordinada ao deus masculino. Quando as latino-americanas ouvem falar de deusas em relação às suas problemáticas, percebem-nas como uma fonte de água fresca no meio do deserto. Pois, há apenas cinco séculos que as mulheres adoravam deusas pré-colombinas e ainda o fazem em muitas comunidades. Assim, as mulheres da espiritualidade feminina pagã na América Latina, estão resgatando as deusas indígenas, a fim de reencontrar nelas a dimensão sagrada dos seus direitos. Feministas académicas e políticas costumam temer que esta espiritualidade seja um meio de escapar, que afaste as mulheres da luta pelos seus direitos, já que todas as religiões que conhecem são opressivas, e não imaginam que possa existir algo diferente disso. Porém as três décadas do Movimento das Deusas são suficientes para comprovar a íntima relação que teceram as feministas espiritualistas entre direitos e religiosidade. Para as que celebram as deusas, os fios são entrelaçados sempre.

(Tradução: Luciana Onofre Texto de: Anália Bernardo)

@: http://deamatter.blogspot.com/2008/04/espiritualidade-feminina.html http://sagrado-feminino.blogspot.com/search?q=deusa+brigid


Reclaiming Witches (principles)

Principles of Unity

“My law is love unto all beings…”
The Charge of the Goddess

The values of the Reclaiming tradition stem from our understanding that the earth is alive and all of life is sacred and interconnected. We see the Goddess as immanent in the earth’s cycles of birth, growth, death, decay and regeneration. Our practice arises from a deep, spiritual commitment to the earth, to healing and to the linking of magic with political action.

Each of us embodies the divine. Our ultimate spiritual authority is within, and we need no other person to interpret the sacred to us. We foster the questioning attitude, and honor intellectual, spiritual and creative freedom.

We are an evolving, dynamic tradition and proudly call ourselves Witches. Honoring both Goddess and God, we work with female and male images of divinity, always remembering that their essence is a mystery which goes beyond form. Our community rituals are participatory and ecstatic, celebrating the cycles of the seasons and our lives, and raising energy for personal, collective and earth healing.

We know that everyone can do the life-changing, world-renewing work of magic, the art of changing consciousness at will. We strive to teach and practice in ways that foster personal and collective empowerment, to model shared power and to open leadership roles to all. We make decisions by consensus, and balance individual autonomy with social responsibility.

Our tradition honors the wild, and calls for service to the earth and the community. We value peace and practice non-violence, in keeping with the Rede, “Harm none, and do what you will.” We work for all forms of justice: environmental, social, political, racial, gender and economic. Our feminism includes a radical analysis of power, seeing all systems of oppression as interrelated, rooted in structures of domination and control.

We welcome all genders, all races, all ages and sexual orientations and all those differences of life situation, background, and ability that increase our diversity. We strive to make our public rituals and events accessible and safe. We try to balance the need to be justly compensated for our labor with our commitment to make our work available to people of all economic levels.

All living beings are worthy of respect. All are supported by the sacred elements of air, fire, water and earth. We work to create and sustain communities and cultures that embody our values, that can help to heal the wounds of the earth and her peoples, and that can sustain us and nurture future generations.

source: http://www.reclaiming.org/about/directions/unity.html


Reclaiming Witches

The “W” Word, or Why We Call Ourselves Witches

The “W” Word, or Why We Call Ourselves Witches
by M. Macha NightMare © 1998, 2000

(Reprinted from the Reclaiming Quarterly, Midsummer 1998)

In a previous issue of the RECLAIMING QUARTERLY, you may have read an article by Sam Webster called “Why I Call Myself a Pagan.” This is my further explanation of why I call myself a Witch, and also why the former Reclaiming Collective (RIP) chose certain terminology over other terminology in the crafting of Reclaiming’s Principles of Unity.

Many people seem to be using the term Wicca to describe what has evolved into the Reclaiming Tradition of Witchcraft. This is a misuse of the term. In this article I’m going to try to explain the difference in the meanings of the words Witchcraft and Wicca, and also why we chose to call our tradition Witchcraft rather than Wicca.

Old Religion, Wicca, Pagan, Neo-Pagan, Goddess Spirituality, Nature Religion, Ecofeminist Spirituality, Craft, Witchcraft – we call ourselves many different names.

Just to narrow the field, we’ll say here that Pagan and Neo-Pagan are broader, more encompassing terms than the others above. All Witches are Pagans, but not all Pagans are Witches. Some are Druids or Asatru or something else.

As mentioned above, the words Witchcraft and Wicca are not synonymous. Though many Wiccans may also call themselves Witches, fewer Witches would necessarily describe themselves as Wiccan. The Covenant of the Goddess, for instance, is an ecumenical organization of Witches, some of whom are Wiccans. Prospective members must be able to use the term Witch to describe themselves in order to be eligible to join.

Starting from the more conservative end of the spectrum of Craft, I offer the definition of Wicca put forth by University of Bristol scholar Ronald Hutton. He defines Wicca as “a mystery religion developed in England and based upon a rigorous process of training and initiation and a cosmos polarized between equal female and male forces.”

On the other end of the spectrum, Oreithyia calls herself a Witch, explaining:

I am not a Pagan. I am a Witch. And for many, many of us, Uncle Gerald and Aunt Doreen have nothing at all to do with how or why we are witches. Over the last ten years there have been women who have cast the circle, howled at the moon, danced the Spiral, . . . None of these women have ever considered what they did as arising from anything beyond the wisdom they find in their own Woman’s soul. They, we, have found our roots in the great Mother Tree, looking back through our own, our Women’s heritage. . . . And it is from that place we define ourselves as Witches. Pagan is a word that some of our kin, for a variety of excellent reasons, have chosen to use. It is not the word we choose. Within this context, Uncle Gerald and Aunt Doreen may be perceived as distant family. Some of us go and visit. Some of us never do. Sometimes the ones who visit return home with stories of what our cousins are up to; how it is sometimes so familiar and sometimes so foreign. Often we return having learned something. Often we have taught something. I continue to enjoy the improved trust and communication between groups of us, Pagans, Witches, Shamans, Wicce. I continue to relish what makes us different. I enjoy the visits and honor the lessons. But there is no question that we come to some of the same places along different routes. And for many of us, the word “Witch” speaks less about how we do what we do, and more about the fire inside.{1}

I resonate with Oreithyia’s explanation of herself. When I first began learning Craft, the most powerful lesson I learned from my early working was that if I listened with my heart, if I experienced in my bones and blood, if I could recognize the divine in my own image in a mirror and in the feel of Sun on my skin, wind in my hair, then I could tap into that inner women’s wisdom which was innate. I learned that my sacred ritual acts – however they might be performed, whatever words, gestures, tools, symbols were used – are those of a priestess of the Goddess if I will them to be. I feel this when the hair on my arms stands up, my scalp tingles, and I feel rushes of energy up and down my spine and throughout my body. In the face of such experience, I know that I am tapping into a rich, vibrant source that reaches deep into the center of the earth, far out into the celestial, and to the core of my soul.

My own path to the Craft was via feminism and ecology. Raised female in 1940s-’50s USA in a mixed-Christian family, I had no female image of the divine. Roman Catholics at least had Mary, and female saints (weren’t they all martyrs who suffered such misogynist torture as St. Agatha did in having her breasts mutilated?). Girl children who were temperamentally unsuited to kinder, kitchen, kirke lacked role models to help them grow. Boy children who weren’t rough-and-tumble were treated with scorn. Adults who loved people of their same sex almost never revealed themselves. For all of us, and many more, finding a religion, pursuing a spirituality, that honored so much more than the limited roles we were offered as “safe” was a revelation.

Somewhere in the middle, intersecting at different points in individual lives and in the cultural phenomena that comprise contemporary American Witchcraft, are the influences of many other sources. There are Goddess Spirituality women, who do not necessary work magic, nor work within the forms of what we have come to know as Witchcraft. They may not ritualize in the same ways (and the ways are multitudinous) as we Witches do. They may not or may not create ritual at all. For instance, they may not invoke deity. They may have little or no concern for Elements, Quarters and their correspondences.

Some Craft traditions in the U.S. find their symbology, deities and tools in a particular ethnic source and reconstruct their rituals, using a blend of scholarly research and intuition. They learn from anthropology texts, as well as history, folklore, mythology, folk traditions. Hence, there are practitioners who practice what they call Strega, Italian Witchcraft. Others use Egyptian, Welsh, Sumerian, or local or personal pantheons and deities in their worship and workings.

In the United States, there are several “lines” of Craft that claim descent or derivation from long-established British traditions. These practitioners who claim direct or indirect descent from the works of Gerald B. Gardner call themselves Wiccan. Those descended from Alex and Maxine Sanders, Janet and Stewart Farrar, Robert Cochrane/Roy Bowers, or other British-influenced traditions are also generally considered to be Wiccans. On the West Coast alone, in addition to Gardnerians, there are British traditions called Kingstone, Silver Crescent, Majestic, Georgian, Central Valley Wicca.

Discussions and papers abound about the sources of Witchcraft and Paganism in the U.S. Some say we all owe a debt to the British, specifically to Gerald B. Gardner, Doreen Valiente, and others. We can trace some of practices, such as Elemental correspondences, to Western ceremonial magic. The Elizabethan John Dee spoke of Watchtowers. Pentagrams appear in the Key of Solomon. The concept of the Triple Lunar Goddess _ Waxing-Maiden, Full-Mother, Waning-Crone _ was formulated by Robert Graves in The White Goddess. In feudal England, serfs, who belonged to the land, and whoever “owned” the land (as opposed to slaves, who belonged to other people), who ran away and were not apprehended for a year and a day were thereafter consider to be freemen. As a sign of their freedom, they were entitled to wear a double-bladed knife (dagger, athamé) in their belt. Sound familiar? Others, like jumping the broom, carving jack-o-lanterns, and painting Easter eggs, come from folk tradition.

Jone Salomonsen, a Norwegian scholar who produced two studies of Reclaiming for her master’s [mistress's?] thesis and her doctoral dissertation at the University of Oslo, claims that in our attempt at erasing patriarchal attitudes from our new religion, feminist Reclaiming Witches denied our own history as heiresses of these influences from Western ceremonial magic. This heritage appears chiefly within the broader Gardnerian revival.

I certainly agree that all Craft traditions in the U.S. today owe a debt to Gardner, et al. The influence of these British traditions is evident in Reclaiming practice. We purify ourselves and our working space. We work in a sacred circle of our construction. We call the Quarters. We honor the same Elements of Magic, and we use nearly identical corresponding tools – sword (or athamé or knife – a blade of some kind), wand, cup and pentacle. Most importantly, I believe what demonstrates our kinship is that we all speak some form of The Charge of the Goddess, which derives from several sources, among them American folklorist Charles G. Leland in his book Aradia: The Gospel of the Witches.

However, our practices are informed by so many other things. Our magic is strongly influenced not only by our politics, our concerns for a healthy planet, for social justice, intellectual freedom, personal autonomy, interconnectedness, but also by our various heritages. While some or all of these characteristics may also be true of Wiccans, Reclaiming is the only Craft tradition of which I am aware that consciously and deliberately espouses direct political action – and the use of magic – to change the world, “to bring to birth the vision of a new culture.”

We draw from a vast array of sources – from folklore and fairy tale, from non-European cultures, from fiction, from archaeology and anthropology, from psychology, from the Western mysteries of astrology, Tarot, Kaballah, from feminist theory, from our concerns about our planet, from yoga, from 12 Steps, and from our own direct experience of the divine. We use ancient dances and songs in our rites, and we create new ones. We dance the Maypole and jump the cauldron.

Reclaiming Witches do not use any specific pantheon, although Brigit and Lugh have chosen to manifest themselves in our community more strongly than any other deities.

While, as I said above, some traditions of Witchcraft work exclusively with one or another pantheon, we Reclaiming Witches might just as likely call Yemaya, Quan Yin, Hekate, the Morrígan, Aphrodite, Inanna, or Nimue, depending on circumstances – our personal proclivities, the specific working, the time of year or lunar cycle. We call any deities we feel are appropriate to the working at hand. In this aspect, we resemble the broad Goddess Spirituality movement, yet we hold closely to our British roots by continuing to create sacred space for our working by warding it with Elemental Guardians and using traditional tools of magic (blade, wand, cup, pentacle). We are eclectic, like so much of American Witchcraft.

Many Craft traditions have a clearly defined hierarchy. Wiccan traditions often use titles to distinguish levels of training and elevation. So do some family traditions. Some covens make lighter of these distinctions than others. Reclaiming Witches strive to be nonhierachical, promoting the rotation of priestess roles so that each Witch gains skill at all roles. Nor is any formal initiation required for a Reclaiming Witch to perform any aspect of ritual or to belong to a coven. Initiation is a rite of passage chosen by the initiate for her own personal reasons, and Reclaiming initiations are customized to the individual candidate, rather than being the same for every initiate.

Unlike many of our co-religionists who keep secret their workings, we gather in public parks, beaches, streets, to do open work for change in the world in accordance with our will together with the influences of the forces of Nature and the divine. This does not mean that we don’t also “assemble in some secret place” for our rites, but only that most of us are quite overtly out of the broom closet. In my opinion, large public rituals require a somewhat different set of skills than do intimate coven workings.

We Witches do not see ourselves as separate from the rest of the world. Nor do Wiccans. We do not assume that we should “have dominion over” the world’s resources. We are not alone, and we know that we cannot survive without the microorganisms, harvests, sunshine and fresh air that make up our very selves.

American Witches are decentralized. We pick up, adapt, use what comes to us from wherever it is offered, and if it works for us, we continue to use it, eventually giving it the weight of “tradition.” We constantly evolve. We reinvent ourselves. We try new magical technologies, and if they work for us, we continue to use them. This often leads to deeper work, and the establishment of more “tradition.”

As we say in our Principles of Unity, “we are an evolving, dynamic tradition and proudly call ourselves Witches.”

Words have power. We Witches know that from our work. We know that when we summon a deity by name, that is the deity who responds, not another. We know that naming gives power over that which is named. When we can name our fears, we can begin to control them, and perhaps even overcome them.

Some people who are not necessarily British traditionals call themselves Wiccans because the term is less loaded than Witch. Or they may described themselves as practitioners of the Old Religion or Nature Religion. Or as Pagans or Neopagans. To me, this is retreating from our potential. I believe people use these terms because they are less loaded than the term Witchcraft, which comes complete with centuries of bad press. They are more respectable. I want respect for my spiritual practices from the rest of society, but I don’t necessarily want respectability.

In addition, by calling ourselves Witches, we honor our oppressed foremothers who survived centuries of inequities. Reclaiming Witches place a high value on social justice. Reclaiming a word that was used to denigrate our foremothers identifies us more strongly with them. It reinforces our work on behalf of the disenfranchised and against all forms of injustice.

Pagan writer Chas S. Clifton suggests that some people use the term Wicca to absolve themselves of “performance anxiety.” If you are “Wiccan,” you are merely practicing a weird little fringe religion, but if you are a “Witch,” then people want you to Do Things – bring back their lover, cure their disease, etc. I agree that this is one of the reasons, not necessarily a conscious one, why people shy from calling themselves Witches.

So we in Reclaiming call ourselves Witches for the very reason that others do not. It’s an in-your-face word. We, as feminists and people who honor our own divinity as well as our interdependence with the rest of Gaia, the Mother, reclaim the term Witch.

The word Witch evokes power. What better word to describe a movement of Goddess-worshipping, Nature spirituality, Earth lovers, tree huggers, healers, performers of “all acts of love and pleasure”?

Seattle singer/songwriter/musician Charlie Murphy, although it may not have been his intent, describes our tradition of Witchcraft succinctly and eloquently in his chant “Calling on the Power” when he sings, “With visions of the past and memories of the future, claiming our power to survive.”

FOOTNOTES********************************

{1} Margot Adler, Drawing Down the Moon, Beacon Press: Boston, 1986, pp. 463-465. My thanks to Grove Harris for bringing this to my attention.

source: http://www.reclaiming.org/about/witchfaq/witch-word.html


A chover e a fazer Sol

A chover e a trovejar, estão as bruxas a dançar!
A chover e a fazer sol, fazem as bruxas o pão mole!
já dizia a minh’avózinha <3


This is what a feminist looks like


Bruxaria

A palavra bruxaria, segundo o uso corrente da Língua Portuguesa, designa as faculdades sobrenaturais de uma pessoa que geralmente se utiliza de ritos mágicos, com intenção que ultrapassa os conceitos “morais” da época. É também utilizada como sinônimo de curandeirismo e prática oracular, bem como de feitiçaria.

Para os bruxos atuais, contudo, a bruxaria é o culto à Deusa e/ou ao Deus em sistemas que variam de uma deidade única hermafrodita ou feminina à pluralidade de panteões antigos, mais notadamente os panteões celtaegípcioassíriogreco-romano e normando (viking).

Feiticeiro seria aquele que realiza feitiços, seja ele designado como bruxo ou não, e feitiço, o gênero de magia cujo objetivo é interferir no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que outra pessoa tem da realidade. A magia, incluindo a feitiçaria, faz parte do conhecimento preservado pelos bruxos, muito embora não seja o foco central da bruxaria.

É conveniente notar que Bruxaria é algo diferente e indepentende do Paganismo e do Neopaganismo, apesar de muitos confundirem estes em função da corrente moderna de hibridização de cultos.

A bruxaria tradicional e a bruxaria moderna

Há uma grande confusão, entre os leigos, acerca de bruxaria tradicional e moderna. A bruxaria tradicional tem suas raízes nos cultos a deidades pertencentes a determinadas áreas geográficas, que podem datar de períodos pré-históricos, o que pode torná-la em parte irmã ou filha de antigas práticas e cultos xamânicos. Historicamente, o papel social das bruxas tradicionais era basicamente a prestação de auxílio à população: como adivinhas, parteiras, curandeiras, conselheiras ou até mesmo alcoviteiras.

A literatura pré inquisitorial apresenta a bruxa, entretanto, como uma figura cercada de brumas: uma eremita das florestas (imagem das bruxas preservada nos contos de fadas), moradora de ilhas misteriosas (como Circe) ou personagens de quem pouco se esclarece (contos árabes). Poderia curar ou matar através de poções ou filtros e agia em concordância com a moralidade típica da natureza, incompreensível aos não bruxos, no seu entender, indomada, caótica e imprevisível. Entre as artes pelas quais são conhecidas em tais contos estão a necromancia (ou nigromancia), que é o contato com os espíritos dos mortos, elementais, deidades e demais entidades presentes em outros planos da existência, a adivinhação e o conhecimento do potencial das ervas. Poderiam concomitantemente servir como sacerdotisas de algum culto, mas não necessariamente, sobrevivendo à ação do tempo e mudança da mentalidade do povo, e até mesmo à chegada de novas religiões, às quais teriam se adaptado para dar continuidade a esta tradição. Como tal, em tais contos a Bruxaria Tradicional não se definiria necessariamente como religião, mas como tradição circunscrita a um limite geográfico.

Porém, paralelamente às histórias mitológicas e de ficção, algumas poucas linhagens de bruxaria tradicional sobreviveram à inquisição e, como toda associação de pessoas, evoluiram ao longo do tempo. Tenha ou não sido importante às bruxas e bruxos da Antiguidade e daIdade Média, hoje é indubitável que o cerne da bruxaria tradicional é a interação com as deidades, da mesma forma que qualquer religião.

A bruxaria moderna, por outro lado, embora se relacione firmemente com a Bruxaria Tradicional, surge historicamente com Gerald Gardner, com a criação da Wicca no ano 1950 da Era Comum. Apesar de a bruxaria tradicional ter absorvido elementos modernos às suas raízes folclóricas e evoluindo continuamente, seu eixo fundamental é bastante distinto do da bruxaria moderna, pois Gardner não apenas adotou novos elementos, mas tornou alguns destes em bases fundamentais da Wicca, amalgamando-os de forma indissolúvel em um hibridismo com cultos pagãos e conceitos de origem oriental. Agrava-se a confusão entre bruxaria moderna e bruxaria tradicional ao ter se tornado recorrente o uso da expressão “wicca tradicional” para designar aqueles cuja linhagem iniciática remonta a Gerald Gardner. [1]

Dois princípios básicos na bruxaria

A Bruxaria, sendo caracterizada pela liberdade de pensamento, acaba por apresentar um amplo leque de linhas de pensamento e de vertentes de características bastante distintas, entretanto, alguns elementos em comum podem ser apresentados a fim de que se tenha melhor compreensão do significado da bruxaria. Elencamos dois princípios comuns, em especial, que ao mesmo tempo que ajudam a compreensão, afastam conceitos equivocados calcados em histórias infantis e preconceitos medievais à prática da bruxaria.

  • O Respeito ao Livre-Arbítrio - Nenhum verdadeiro bruxo buscará doutrinar aqueles que têm outro credo. Para os bruxos, a fé só é verdadeira se resulta de escolha individual e espontânea. Nenhum verdadeiro bruxo realizará qualquer tipo de magia no intuito de se beneficiar de algo que prejudicará outra pessoa. Para os bruxos, cada um tem seu próprio desafio a enfrentar. Usar de qualquer subterfúgio para escapar dos desafios que se apresentam é apenas adiar uma luta que terá de ter lugar nesta ou em outras vidas. Adiar problemas é o mesmo que acumulá-los para as próximas encarnações
  • A Comunhão com a Natureza - O verdadeiro bruxo respeita a natureza, e por natureza ele entende absolutamente tudo o que não é feito pelo homem, inclusive os minerais. Quando preserva a natureza, suas preocupações não são a viabilidade da manutenção da vida humana na Terra, o verdadeiro bruxo respeita a natureza simplesmente porque se sente parte dela, porque a ama. Os bruxos não acham que a natureza está à sua disposição. Os homens, os minerais, os vegetais e toda a espécie de animal são apenas colegas de caminhada, nenhum mais ou menos importante que o outro. Ainda assim, matam insetos que lhes incomodam e arrancam mato que cresce nos canteiros de flores sem dramas de consciência. Não são falsos em suas crenças nem românticos idealistas. Acreditam que conflitos fazem parte da natureza

Caça às bruxas na Europa Ocidental

A caça às bruxas foi uma perseguição social e religiosa que começou no final da Idade Média e atinge seu apogeu na Idade Moderna. O mais famoso manual de Caça às Bruxas é o Malleus Maleficarum (Martelo das Feiticeiras), de 1484.

No passado os historiadores consideraram a Caça às Bruxas européia como um ataque de histeria supersticiosa que teria sido forjada e espelhada pelo Cristianismo. Seguindo essa lógica, era “natural” supor que a perseguição teria sido pior quando o poder da igreja era maior, ou seja: antes da Reforma Protestante dividir a cristandade ocidental em segmentos conflitantes. Nessa visão, embora houvesse ocorrido também julgamentos no começo do período moderno, eles teriam sido poucos se comparados aos supostos horrores medievais. Pesquisas recentes derrubaram essa teoria de forma bastante clara e, ironicamente, descobriu-se que o momento mais forte da histeria contra as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, juntamente com o nascimento da celebrada “Idade da Razão“.

Na Idade Média

Virtualmente todas as sociedades anteriores ao período moderno reconheciam o poder das bruxas e, em função disso, formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através de meios mágicos. O período medieval não foi exceção, e podemos encontrar as caças às bruxas desde o auge da civilização babilônica. Esta suspeita costumava recair sobre as mulheres estrangeiras e suas estranhas práticas.

As posturas tradicionais começaram a mudar perto do fim da Idade Média. Pouco depois de 1300, na Europa Central, começaram a surgir rumores e pânico acerca de conspirações malígnas que estariam tentando destruir os reinos cristãos através de magia e envenenamento. Falava-se de conspirações por parte dos muçulmanos e de associações entre judeus e leprosos ou judeus e bruxas. Depois da enorme devastação decorrente da peste negra (que vitimou 1/3 da população européia entre 1347 e 1350) esses rumores aumentaram e passaram a focar mais em supostas bruxas e “propagadores de praga”.

Casos de processo por bruxaria foram aumentando lentamente, mas de forma constante, até que os primeiros julgamentos em massa apareceram no Século XV.

Na Idade Moderna

Em 1484 foi lançado o livro Malleus Maleficarum, pelos inquisitores Heinrich Institoris e Jakob Sprenger, livro este tão doentio que foi prontamente recusado pelo bispo que o encomendou tendo seus dois autores sido posteriormente escomungados por continuarem o publicando,Com 28 edições esse volumoso manual define as práticas consideradas demoníacas ele se torna uma espécie de bíblia da caça às bruxas e vai ter grande influencia do outro lado do Atlântico séculos depois sobre as comunidades puritanas nos EUA tendo sido utilizado no famoso caso das bruxas de Salen.

Ao surgirem as primeiras ondas da Reforma Protestante o número de julgamentos chega a diminuir por alguns anos. Entretanto, em 1550 a perseguição cresce novamente, dessa vez atingindo níveis alarmantes. Esse é o período mais sanguinário da historia, que atingiu tanto terras católicas como protestantes e durou de 1550 a 1650. Depois desse período os julgamentos diminuem fortemente e desapareceram completamente em torno de 1700.

Novas visões históricas

A partir dos anos 70 do século XX, os historiadores passaram a estudar detalhadamente os registros históricos de julgamentos, ao invés de confiar apenas nos relatos dos casos mais famosos e outras fontes pouco seguras. A nova metodologia trouxe mudanças significativas na compreensão que se tinha deste período. Vejamos algumas das ideias chaves dessa nova visão:

A “Caça às Bruxas” na Europa começou no fim da Idade Média e foi um fenómeno religioso e social da Idade Moderna. A situação assumiu tamanha dimensão, também devido às populações sofrerem frequentemente de maus anos agrícolas e de epidemias, resultando elevada taxa de mortalidade, e dominadas pela superstição e pelo medo. A maior parte das vítimas foram julgadas e executadas entre 1550 e 1650. A quantidade de julgamentos e a proporção entre homens e mulheres condenados poderá variar consideravelmente de um local para o outro. Por outro lado, 3/4 do continente europeu não presenciou nem um julgamento sequer. A maioria das vítimas foram julgadas e executadas por tribunais seculares, sendo os tribunais locais, foram de longe os mais intolerantes e cruéis. Por outro lado, as pessoas julgadas em tribunais religiosos recebiam um melhor tratamento, tinham mais chances de poderem ser inocentadas ou de receber punições mais brandas.

O número total de vítimas ficou provavelmente por volta dos 50 mil, e destes, cerca de 25% foram homens. Mulheres estiveram mais presentes que os homens, e também enquanto denunciantes, e não apenas como vítimas. A maioria das vítimas eram parteiras ou curandeiros; mas a maioria não era bruxa. A grande maioria das vítimas eram da religião cristã, até porque a população pagã na Europa na época da caça às bruxas, era muito reduzida.

Estudos recentes vêm apontar que muitas das vítimas da “Caça as Bruxas”, bem como de muitos “casos de endemoniados”, teriam sido vítimas de uma intoxicação. O agente causador era um fungo denominado Claviceps purpurea, um contaminante comum do centeio e outros cereais. Este fungo biossintetiza uma classe de metabólitos secundários conhecidos como alcalóides da cravagem e, dependendo de suas estruturas químicas, afectavam profundamente o sistema nervoso central. Os camponeses que comeram pão de centeio (o pão das classes mais pobres) contaminado com o fungo, eram envenenados e desenvolveram a doença, actualmente denominada de ergotismo.

Em alguns casos, também verificou-se alegações falsas de prática de “bruxaria” e de estar “possuído pelo demônio“, com o fim de se apropriar ilicitamente de bens alheios ou como uma forma de vingança.[2]  

Referências:

 

  1.  GARDNER, Gerald. A Bruxaria Hoje: Madras, 2003. – 153 p (ISBN 85-7374-729-3)
  2.  MURRAY, Margaret. O Culto das Bruxas na Europa Ocidental: Madras, 2003. – 262 p (ISBN 85-7374-636-X)

[fonte: wikipedia] ;o)



Hécate

Hécate é o arquétipo mais incompreendido da mitologia grega. Ela é uma Deusa Tríplice Lunar vinculada com o aspecto sombrio do disco lunar, ou seja, o lado inconsciente do feminino. E, representa ainda, o lado feminino ligado ao destino. Seu domínio se dá em três dimensões: no Céu, na Terra e no Submundo. Hécate é, portanto, uma Deusa lunar por excelência e sua presença é sentida nas três fases lunares.

 

A Lua Nova pressupõe a face oculta de Hécate, a Lua Cheia vai sendo aos poucos sombreada pelo seu lado escuro, revelando o aspecto negativo da Mãe. E a Lua Minguante revela seu aspecto luminoso. É preciso morrer para renascer.Esta Deusa ainda permanece com o estigma de ser uma figura do mal. Essa percepção foi particularmente consolidada na psique ocidental durante o período medieval, quando a igreja organizada projetou este arquétipo em simplórias pessoas pagãs do campo que seguiam seus antigos costumes e habilidades populares ligados a fertilidade. Estes indivíduos eram considerados malévolos adoradores do “demônio”. Hécate era então, a Deusa das bruxas, Padroeira do aspecto virago, mas nos é impossível termos uma imagem clara do que realmente acontecia devido às projeções distorcidas, aos medos íntimos e inseguranças espirituais destes sacerdotes e confessores cristãos.Em épocas primevas, antes do patriarcado ter se estabelecido, é mais fácil descobrir a essência interior do arquétipo Hécate e relacionar-se com ele. Hécate está vinculada com as trevas e com o lado escuro do Lua. A Lua, na verdade, não possui luz própria. A luz que se projeta na Lua é a luz solar. Logo, a Lua Cheia é a Lua vista pela luz do Sol. A Lua Nova Negra é, portanto, a verdadeira face da Lua.

 

Hécate costuma ser considerada uma Deusa lunar tríplice: Àrtemis , a virgem, personificava a Lua Crescente que renascia; Hécate personifica a escura Lua Nova e Selene, ou Deméter, eram a Lua Cheia. Ou, como as forças da Lua em vários reinos: Selene no Céu, Ártemis na Terra e Hécate no Mundo Inferior. Sófocles retrata a Ártemis a imagem e semelhança de Hécate, quando a denomina a “flecheira dos cervos, a que porta uma tocha em cada mão”. Em Áulide havia duas estátuas de pedra de Ártemis, uma com arco e flecha e outra com tochas. Parece como se a Deusa originária da lua contivesse o aspecto escuro e luminoso em uma só unidade.Hécate seria uma projeção de Ártemis, pois a luz pressupõe a sombra. O lado visível da Lua, o lado de Ártemis, que reflete a vida em pleno vigor, pressupõe o lado de Hécate, o lado oculto da lua, o lado da sombra e da morte; a polaridade negativa, o impedimento para a realização, o lado inconsciente.O perigo que pode ocorrer quando esse lado sombrio se constela é o de que a energia psíquica seja posta a serviço da morte e da doença.Hécate, Rainha da Noite, como a chama a poetisa Safo, leva uma diadema brilhante e duas tochas ardentes nas mãos, olhos resplandecentes da escuridão. Talvez se trate de uma imagem da intuição que presente à forma das coisas, mas que todavia, é invisível. Isso explicaria por que, junto com Hermes , deus da imaginação, é guardiã das cruzes dos caminhos, onde não se sabe qual é a direção “correta”. Seus companheiros eram os cães, animais que seguem uma rastro “cegamente”. Nos lembra o chacal Anubis do submundo egípcio, que podia distinguir o bom do mal, e o Cérbero, o cão de três cabeças que guardava as portas do submundo da antiga Grécia. Na figura abaixo, Hécate tem três cabeças, como Cérbero, e seus braços; aparece desse modo em uma pedra romana como uma figura imponente que recorda a Deusa hindu Kali.

 

Hécate nos revela, os caminhos mais escondidos e secretos do inconsciente, os sonhos guardados, o lado dos desejos mais ocultos. A Lua Crescente, com suas fases clara e escura, também nos sugere esse domínio do feminino.O lado de Hécate ainda, traz um potencial para a fertilização, desde que seja encaminhado para este fim. A doença pode ser uma via para a saúde e a morte para servir de adubo para a vida.O feminino tem um movimento livre dentro do reino oculto. O terreno da magia pertence ao feminino. O masculino está ligado aos aspectos mais claros, mais visíveis, mais objetivos. O campo de ação da ciência pertence ao reino masculino.Hécate é a Deusa que pode conduzir aos caminhos mais difíceis e perigosos, aos abismos e às encruzilhadas da própria psique. A sua função é de guia dentro do reino oculto da alma.A Terra é o grande inconsciente uterino de onde brota toda a semente. É também o lugar para onde tudo retornará. Nesse inconsciente ctônico a vida e a morte coexistem em um mesmo processo cíclico. Deste modo, o “ser” e o “não ser” podem viver sem conflito.

 

MITOLOGIA

Hécate é uma antiga Deusa de estrato pré-grego de mitos. Os gregos tiveram dificuldade em enquadrá-la em seu esquema de Deuses, mas terminaram por vê-la como filha dos titãs Perseus e Astéria ,Noite Estrelada, que era irmã de Leto, que por sua vez, era mãe de Ártemis e Apolo. A avó de Hécate era Febe, uma anciã titã que personificava a Lua. Dizia-se que Hécate seria uma reaparição de Febe, e portanto uma Deusa Lunar, que se manifestava na lua escura.Outras tradições tomaram-na por uma Deusa mais primal, fazendo dela irmã de Erebo e de Nix (a Noite).Zeus deu-lhe um lugar especial entre os Deuses, porque, embora ela não fosse membro do grupo olímpico, permitiu-lhe o domínio sobre o Céu, a Terra e o Mundo Inferior. Ela é, pois, a doadora da riqueza e de todas as bênçãos da vida cotidiana.Na esfera humana, cabia-lhe presidir os três grandes mistérios do nascimento, da vida e da morte. Seu nome significa “a distante, a remota”, sendo ela vista como protetora dos lugares remotos, guardiã das estradas e dos caminhos.Seu aspecto tríplice tornava-a especialmente presente nas encruzilhadas, ou seja, na convergência de três caminhos. Nesses locais, os gregos podiam encontrar-se com facilidade com Hécate, razão por que os consideravam sagrados, erigindo aí com freqüência estátuas tricéfalas chamadas Hecatéias. Também deixavam oferendas do seu alimento ritual, o “almoço de Hécate”, nessas encruzilhadas durante seus festivais especiais.Os três símbolos sagrados de Hécate são: a Chave, por ser ela carcereira do Mundo Inferior; o Chicote, que revela o seu lado punitivo e seu papel de condutora das almas; e o Punhal, símbolo de seu poder espiritual, que mais tarde tornou-se o Athame das bruxas.Todos os animais selvagens eram consagrados à Hécate e por isso, foi mostrada muitas vezes com três cabeças de animais: o cão, a serpente e o leão, ou alternadamente, o cão, o cavalo e o urso. Seus animais mais conhecidos são entretanto, o cão e o lobo. O cipreste era a árvore sagrada da Deusa.

Na mitologia grega, Hécate, como representação da Lua Escura, aparece sempre acompanhada por cães que ladram. Como Deusa Tríplice, podia aparecer na representação de um cão com três cabeças (cão da lua), para lembrar de que em eras passadas ela própria era o cão da lua. Sua qualidade trina é representada também em estátuas posteriores, onde aparece como mulher tripla. Frequentemente carregava consigo o cão que ela própria havia sido, ou uma tocha, emblema lunar, que é seu poder de fertilidade e seu dom especial.No Submundo, ou Mundo Inferior, Hécate é a carcereira e condutora das almas, a Pritânia, a “Rainha Invisível” dos Mortos Tendo passado por Cérbero, o cão tricéfalo, e tendo sido julgadas pelos três Juízes dos Mortos (Minos, Radamando e Éaco), as almas devem chegar às encruzilhadas tríplices do Inferno. Nesse ponto, Hécate envia ao reino para o qual foram julgadas adequadas: para as campinas do Asfódelo, para o Tártaro ou para os Campos Elíseos. Como aspecto de Deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas das mãos e as solas dos pés com hena.Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.Hécate está associada a cura, profecias, visões, magia, Lua Nova, magia negra, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.

 

ARQUÉTIPO DA TRANSFORMAÇÃO E TRANSMUTAÇÃO

Hécate é também um vaso-útero, que recebe os processos passados no interior da psique. Ela é o vaso alquímico que permite a transformação e transmutação dos elementos materiais em espirituais. Hécate habita as grutas e cavernas. E para sermos fertilizados pela semente da criação espiritual e do renascimento psíquico temos de visitar a sua morada, fazer a entrada no reino dessa deusa. Ela é a Caverna-Mãe onde se dão os processos espirituais.

Muitos mistérios e ritos de iniciação se passavam no interior das grutas e cavernas.Hécate é a regente dos processos misteriosos da vida e da morte, das passagens difíceis da vida, da entrada nos caminhos árduos da transformação.A Deusa nos diz que as mudanças servem para determinar o nosso comportamento e que devemos ter cuidado com os caminhos falsos ou atalhos inadequados. O caminho, por vezes, pode não ter muita importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.Hécate estava por perto quando Perséfone foi raptada por Hades, mas não interferiu, porque ela sabia que as passagens são necessárias, às vezes não importam os caminhos. Mas é Hécate que ensina e ajuda a Deméter a achar o caminho para recuperar a filha Perséfone.

A entrada no mundo inferior é necessária para o contato com as fontes internas da fertilidade, mas é preciso saber o caminho de volta para poder tornar consciente toda a possibilidade criativa. Enquanto houver o mergulho no mundo inferior, a consciência pode adormecer e descansar, e novamente será renovada e frutificará com a volta.

 

DEUSA DE MUITOS TÍTULOS E NOMES

A Deusa Hécate era uma deidade de muitos títulos e nomes. Era chamada de “A Mais Amável”, “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “A Megera dos Mortos”, “Deusa da Bruxaria” Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do Mundo Inferior.Como Propylaia (Aquela que fica na frente do Portão), Hécate oferecia proteção contra o mal. Neste aspecto seu culto era realizado no portão da entrada, lugar onde eram colocadas as estátuas em sua homenagem.Como Propolos (A Criada que Conduz), Hécate servia como guia de outras deidades. Exemplo deste fato, se dá quando ela conduz Deméter ao Mundo Inferior, para resgatar Perséfone das mãos de Hades.Como Phophoros (Aquela que traz Luz) ela é portadora de duas tochas, que servem para iluminar o caminho em busca de nosso sombrio inconsciente.

Como Kourotrophos (Aquela que cuida das Crianças), Hécate estava associada às parteiras e era responsável pelo nascimento, já que os poderes que dão vida, também acarretam a morte.Como Chthonia, ela está associada aos poderes da prática de magia, relacionando- se com outros deuses da Terra, como Hermes e Perséfone, no seu aspecto de Deusa-Anciã, Senhora do Mundo Inferior. Era Hécate a guardiã de Cérbero, o cão de Hades, o qual todas as almas deveriam enfrentar ao cruzar os portões do Submundo.Seus Deuses companheiros eram Thanatos (Morte), Hypnos (Sono) e Morfeu (Sonhos).

 

PADROEIRA DAS BRUXAS

A Deusa Hécate, segundo algumas versões, recebeu o título de “Rainha dos Fantasmas” e “Deusa das Feiticeiras” . Para protegerem-se, os gregos colocavam estátuas da Deusa na entrada das cidades e nas portas das casas.Medéia, que era uma de suas sacerdotisas, praticava bruxaria para manipular com destreza ervas mágicas e venenos, e ainda, para poder deter o curso dos rios e comprovar as trajetórias das estrelas e da lua.Como Deusa Feiticeira tinha cães fantasmas como servos fiéis ao seu lado.Há um grande números de bruxas que, ainda hoje, são devotas de Hécate , pois se sentem atraídas pelos aspectos escuros da Deusa. Hécate, como Anciã e Deusa da Lua Escura, compreende o “poder do silêncio”. Muitas viagens espirituais incluem um período de muita meditação e silêncio. É essencial praticarmos o silêncio em nossos rituais e meditações, pois só o silêncio abre as portas da consciência universal.Foi a Deusa Hécate que introduziu o alho como amuleto de proteção contra inimigos, roubo, mau tempo e enfermidades. Todos os anos, a meia-noite do dia 13 de agosto (Noite do Festival de Hécate), deve-se depositar cabeças de alho em encruzilhadas como oferenda de sacrifício em nome de Hécate.

 

HÉCATE, ARQUÉTIPO DA LUA ESCURA

Hoje, mais do que nunca o homem têm consciência, que a Lua é um astro que estimula o nosso inconsciente. Isso é verdadeiro para todas as pessoas, pois todos somos dependentes da atividade do inconsciente para a inspiração e a intuição, bem como para o funcionamento dos instintos, e para prover a consciência de “libido” Tudo isso é governado pela Lua, e por essa razão, é necessário permanecer em harmonia coma Lua e manter seu culto.Foi através dos ciclos da Lua que o homem primitivo tomou consciência do tempo, mas onde a Lua e sua periodicidade mais se manifesta é na Mulher e no Feminino. A mulher não somente está ligada à periodicidade da Lua em suas transformações mentais, muito embora a sua periodicidade interior lunar tenha se tornado independente da lua exterior, como também sua mentalidade é determinada pela lua, e o comportamento de seu espírito é moldado pelo arquétipo da lua como a essência da consciência matriarcal.A periodicidade da Lua, com seu pano de fundo noturno é símbolo de um espírito que cresce e se transforma em conexão com os processos obscuros do inconsciente. Do mesmo modo, o corpo da mulher passa por fases correspondentes. A partir da primeira menstruação, a mulher está automaticamente iniciada nos mistérios da consciência lunar, que também poderia ser chamada de consciência matriarcal, que jamais está separada do inconsciente, pois é uma fase, uma fase espiritual, do próprio inconsciente. Apta, a mulher poderá passar para segunda fase de sua cronologia que é ser mãe.Mas é tão somente com a chegada da menopausa, depois de ter passado por todas as fases de desenvolvimento, físico e psicológico, que a mulher estará preparada para ser ela mesma e encarar os mistérios da vida. Essa é a fase da purificação interna da essência feminina e se vincula com o mito de Hécate, Deusa da Sabedoria, resultante da assimilação positiva, e muitas vezes dolorosa, da experiência.No período pós-menopausa, nossas emoções afloram à superfície com mais facilidade e tudo se vive e se sente com mais facilidade. É também, quando a mulher desfruta de sua máxima liberdade, independência, autoridade e sabedoria. É bom que se saiba, que há uma grande diferença entre conhecimento e sabedoria. A sabedoria é uma qualidade da velhice, pois só quem já viveu muito tempo, pode colher sabedoria. Para essa forma de consciência (lunar), o tempo precisa amadurecer e, com ele, assim como as sementes colocadas na terra, o conhecimento amadurece. A sabedoria é portanto, a colheita da vida, é a forma mais profunda do conhecimento.

 

HÉCATE HOJE

Hoje podemos nos relacionar com Hécate como uma figura guardiã do nosso inconsciente, que tem nas mãos a chave dos reinos sombrios que há dentro de nós e que traz as tochas para iluminar nosso caminho para as profundezas de nosso interior.Nossa civilização patriarcal talvez tenha nos ensinado a temer esta figura, mas se confiarmos em suas energias antigas, encontraremos nela uma gentil guardiã. Ela está presente em todas as encruzilhadas que existem em todos os níveis do nosso ser, manifestando- se como espírito, alma e corpo. Devemos reconhecer que a imagem terrível, tenebrosa e horrenda de Hécate é um mero registro do medo inconsciente do feminino que os homens, imersos em um patriarcado unilateral, projectaram ao longo de milénios nesse arquétipo. Temos que encarar nossa Hécate interior, estabelecermos uma relação com ela e, confiando na sua assistência, permitir a nós mesmos o desenvolvimento de uma percepção desse rico reino do nosso Mundo Inferior Pessoal. Somente por meio dessa atitude poderemos nos tornar seres integrados, capazes de lidar com as polaridades sem projetar de imediato dualismos. Ao passar por uma encruzilhada, você irá se deparar com Hécate e ela dirá que nossas vidas são feitas de escolhas. Não existem escolhas certas ou erradas, mas sim, somente escolhas. Independente do que escolher, a experiência, por si só, já é algo valioso. Hécate insiste para que não tenhamos medo do desconhecido. Os desafios apresentados precisam de um salto de fé da pessoa que faz a escolha. Confie que será capaz de fazer uma escolha quando chegar a hora.

(Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto)


Non-Wicca Contemporary Witchcraft

Although the various traditions of Wicca are by far the most familiar and widespread, there are also several other traditions under the general heading of contemporary or modern witchcraft:

Stregheria:
Stregheria or Strega tradition (“strega” is just Italian for “witch”) follows ancient Italian traditions of witchcraft, known as “la Vecchia Religione”, or “the Old Religion”. Some people trace Strega teachings back to a semi-mythical woman named Aradia in the 14th Century, as reported in the work of the 19th Century folklorist Charles G. Leland. It has been rapidly gaining popularity in the United States, following a revival by Raven Grimassi, and not only individuals from Italian heritage can learn the Strega traditions. Stregheria has both similarities and differences with Wicca, and in some ways resembles other culturally-based Neopagan religions. Practices include the celebration of seasonal holidays, ritual magic, and reverence for Gods, ancestors and tradition-specific spirits. Stregheria itself has variant traditions, and individual practices may vary considerably.

Feri Tradition:
Also spelled as Fairy, Faery or Faerie, the Feri tradition is an oral, initiatory tradition of modern Neopagan witchcraft. It is separate from Wicca (although there are Wiccan groups and traditions sometimes calling themselves Fairy, Faerie, Faery, etc), and was brought to the United States by Cora and Victor Anderson, who had been teaching in the San Francisco area since the 1960s. It is an ecstatic (rather than a fertility) tradition, and strong emphasis is placed on sensual experience and awareness, including sexual mysticism. It also tends to be a more eclectic tradition, as Feri teachers often add something of their own in their teachings. Feris are usually solitary or work in small groups.

Jewitchery:
Also known as Judeo-Paganism, Jewish Paganism or Jewish Witchcraft, this is a syncretism (or merging) between classical Jewish mysticism and modern witchcraft. Practitioners either borrow from existing Jewish magical and Kabbalistic traditions or reconstruct rituals based on Judaism and Neopaganism. Important references include Ellen Cannon Reed’s book “The Witches Qabbala: The Pagan Path and the Tree of Life” and Raphael Patai’s “The Hebrew Goddess”.

Reconstructionism:
Reconstructionism (or Polytheistic Reconstructionism) is a strong movement to recreate various historical forms of witchcraft (where the old forms have been lost for various reasons) which have their roots in pre-Christian Pagan cultural practices, including practices such as Divination, Seid (a type of sorcery or witchcraft practiced by the pre-Christian Norse) and various forms of Shamanism. This approach to Neopaganism first emerged in the late 1960s to early 1970s, and has gathered momentum in the 1990s and 2000s

Hedge Witchcraft:
Hedge Witchcraft (or Hedgecraft), is loosely based on traditional European witchcraft and its traditions of the old wise women (and men), cunning folk, herbalists, healers and witches. It emphasizes solitary working based around nature, as well as shamanic practices and herbalism. It has many similarities with Wicca (often including the worship of the Triple Goddess and the Horned God and the celebration of the eight Sabbats of the Wheel of the Year), although without the formality of Wiccan ritual, and without the initiation into the tradition or a coven, hedgecraft being practised almost exclusively as a solitary. Variations include Hearth Witchcraft (where the household hearth is a focal point for practising magic) and Green Witchcraft (where the practice revolves around the natural world, including trees, herbs, wildflowers, wildlife and the cycle of the seasons).

Kitchen Witchcraft:
Kitchen Witchcraft, or Kitchen Witchery, is a form of witchcraft where the substitution of mundane items for magical items is actively encouraged, and only the intent is believed to be required. For example, a kitchen knife may be substituted for the sacred ritual athame of Wicca. This practice claims to date back to Medieval times, when magic was shunned, but was largely resurrected in the 20th Century by Robert Cochrane with his “1734 Tradition” and the Clan of Tubal-Cain.

Ásatrú:
The northern tradition of the “Ancient Way” stays close to the original religion of the Norse people and loyalty to the “Aesir” (Norse gods), based on surviving historical records of the old Pagan religions of Scandinavia. Since the 1970s it has expanded rapidly in Scandinavia, northern Europe and North America, and has state recognition in Iceland.

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http://www.witchcraftandwitches.com/contemporary_non_wicca.html


Toward an Activist Sprituality

by Starhawk | October 2003

No sane person with a life really wants to be a political activist. When activism is exciting, it tends to involve the risk of bodily harm or incarceration, and when it’s safe, it is often tedious, dry, and boring. Activism tends to put one into contact with extremely unpleasant people, whether they are media interviewers, riot cops, or at times, your fellow activists. Not only that, it generates enormous feelings of frustration and rage, makes your throat sore from shouting, and hurts your feet.

Nonetheless, at this moment in history, we are called to act as if we truly believe that the Earth is a living, conscious being that we’re part of, that human beings are interconnected and precious, and that liberty and justice for all is a desirable thing.

When we founded Reclaiming two decades ago, our intention was to bring together the spiritual and the political. Or more accurately, some of us for whom the spiritual and the political were inseparable wanted to create a practice and community that reflected this integration.

Now, with the Bush forces pushing into an aggressive war, with horrific environmental and social problems left unaddressed, the need for activism is stronger than ever. The stakes have never been higher, and the sense of urgency is palpable.

Reclaiming folks have been out there — taking part in marches and demonstrations and protests from Seattle to Washington DC, bringing magic and ritual and spiral dances into what sometimes seems like the zone of battle. And doing the proactive work beyond the protest — helping to organize our communities, provide healing, food, nurturing for children, music, art, and ritual — all the things that embody the world we want to live in.

The integration of magic and activism sometimes means bringing magic into an action — doing a spiral dance in the midst of the tear gas of Quebec City, or in Grand Central station surrounded by riot cops. It might mean starting our strategic planning with a trance or a Tarot reading, or invoking Water as we work against the privatization of water resources.

But that integration also means that our rituals are informed by our activism, and by the real life issues that we address. It means a different conception of spirituality — that spirituality and ritual are not something removed from the world, but are deeply embedded in it.

Reclaiming is founded on Earth-based spirituality, which rejects the split between spirit and matter, and claims nature and the physical, material world as equally sacred with the spirit.

We don’t ideologically believe in the separation of spirit and matter, but in practice, we still tend to think that things that are too material, too real-life, are somehow not as spiritual. So a trance to Faery is perceived as “spiritual,” whereas a trance to a Brazilian favela slum is not. We can argue about the reality of Faery, but the favela is undeniably real. If we truly believe that our spirituality is about deep interconnectedness, maybe it’s more important for us to grapple internally with the reality of the favela than to dance with the faeries.

Of course, visualizing the faeries generally makes us feel good, whereas thinking about slums and wars and international trade agreements often makes us uncomfortable. Even angry or sad or hopeless or guilty?

Much of our magic and our community work is about creating spaces of refuge from a harsh and often hostile world, safe places where people can heal and regenerate, renew our energies and learn new skills. In that work, we try to release guilt, rage, and frustration, and generally turn them into positive emotions.

Safety and refuge and healing are important aspects of spiritual community. But they are not the whole of spirituality. Feeling good is not the measure by which we should judge our spiritual work. Ritual is more than self-soothing activity.

Spirituality is also about challenge and disturbance, about pushing our edges and giving us the support we need to take great risks. The Goddess is not just a light, happy maiden or a nurturing mother. She is death as well as birth, dark as well as light, rage as well as compassion — and if we shy away from her fiercer embrace we undercut both her own power and our own growth.

There are times when it is inappropriate to feel wholly good. Now is one of them. As the saying goes, “If you aren’t angry, you aren’t paying attention.”

This doesn’t mean that we need to be in a constant state of rage or irritability or guilt. It means we need to use our magical tools to face the stark and overwhelming realities that confront us, acknowledge our feelings, and transmute them into the energy we need for change.

Last Fall, before the Spiral Dance [Samhain ritual in San Francisco], we received a letter strongly objecting to an invocation from the year before, when we had staged a mock march to invoke Water, complete with a river of cloth and chants that began, “No FTAA, NO WTO, No Privatizing, Let the river flow!” The writer objected to the ritual being turned into a “pep rally.”

I never had time to reply to her letter, but I was grateful to the writer because it stimulated a lot of thinking for me. Everyone has the right to their own opinion about a ritual, and to their own aesthetics. There’s generally at least one invocation in every ritual that I could personally do without. But what interested me about the letter was her unspoken assumption that an issue such as the privatization of water was somehow an extraneous element that didn’t really belong in ritual, and turned it into something else.

For those of us who created the invocation, the privatization of water is a deeply spiritual issue. Because the water we hold sacred is not some abstract image or fantasy of Water, but the real stuff that we need to drink and bathe and grow our gardens, that provides the crucial habitat for fish and plants and thousands of other creatures, that is the Earth’s literal life blood.

If two-thirds of the people on the Earth don’t have access to the water they need — as is predicted within another decade or two — and I am integrally connected to those people, that’s a spiritual crisis as well as a physical and political crisis. And if I’ve been engaged with that issue, politically and magically (as we have been in many of the actions around global trade agreements that further the corporate takeover of the planet’s water), I need my rituals to reflect that struggle and energize my work.

Another common, unspoken assumption is that spirituality is about calm and peace, and conflict is unspiritual. Which of course makes it hard to integrate the spiritual with the political, which is all about conflict.

In New Age circles, a common slogan is that “What you resist, persists.” Truly spiritual people are never supposed to be confrontational or adversarial — that would be perpetuating an unevolved, “us-them” dualism.

I don’t know from what spiritual tradition the “what you resist, persists” slogan originated, but I often want to ask those who blithely repeat it, “What’s your evidence?” When it is so patently obvious that what you don’t resist persists like hell and spreads all over the place. In fact, good, strong, solid resistance may be the only thing that stands between us and hell. Hitler didn’t persist because of the Resistance — he succeeded in taking over Germany and murdering millions because not enough people resisted.

On some deep cosmic level, we are all one, and within us we each contain the potential for good and for destruction, for compassion and hate, for generosity and greed. But even if I acknowledge the full range of impulses within myself, that doesn’t erase the differences between a person acting from compassion and love, and another choosing to act from hate and greed. Moreover, it doesn’t erase my responsibility to challenge a system which furthers hate and greed. If I don’t resist such a system, I am complicit in what it does. I join the perpetrators in oppressing the victims.

I am often astonished at well-meaning, spiritual people who advocate beaming light toward world leaders, who scold activists for expressing anger toward authorities or police, who define compassion as loving the enemy — but somehow lose sight of the need to love our friends, our allies, and those who suffer at the hands of the perpetrators. I really don’t feel much call to beam love and light at Bush or Cheney or the directors of the International Monetary Fund. Whether or not they suffer from lack of love is beyond me. From my perspective, they suffer from an excess of power, and I feel called to take it away from them. Because I do love the child in Iraq, the woman in the favela, the eighteen-year-old recruit to the Marines who never dreamed he was signing up to bomb civilians. I can’t love them, or myself and my community, effectively if I can’t articulate the real differences in interests and agendas between “us” and “them” — between those who have too little social power and those who have too much.

To equalize that power means changing an enormous system. And systems don’t change easily. Systems try to maintain themselves, and seek equilibrium. To change a system, you need to shake it up, disrupt the equilibrium. That often requires conflict.

To me, conflict is a deeply spiritual place. It’s the high-energy place where power meets power, where change and transformation can occur.

Part of my own spirituality is the conscious practice of placing myself in places of conflict. As someone in the Pagan Cluster said after the February 15 antiwar rally in New York, which was seriously harrassed by the police, “When everyone else was running away from trouble, we were running toward it.” I run toward it because I generally believe I can be useful there — sometimes de-escalating potential violence, sometimes just holding a clear intention in the midst of chaos, sometimes just as a witness.

Our magical tools and insights, our awareness of energies and allies on many planes, can deepen and inform our activism. And our activism can deepen our magic, by encouraging us to create ritual that speaks to the real challenges we face in the world, offers the healing and renewal we need to continue working, and a community that understands that spirit and action are one.


This essay first appeared in the Fall 2003 issue of Reclaiming Quarterly, www.reclaiming.org. Any future reprints, please credit.

Copyright (c) 2003 by Starhawk. All rights reserved. This copyright protects Starhawk’s right to future publication of her work. Nonprofit, activist, and educational groups may circulate this essay (forward it, reprint it, translate it, post it, or reproduce it) for nonprofit uses. Please do not change any part of it without permission.


Ideas for Magical Activism Training

Grounding: before ritual, during action, as a daily practice so you can do it instantly. Together with breathing from the belly, it’s a prime “Don’t Panic!” technique. Moving while grounding. Wide attention, eye contact — staying present.

Casting a circle: Both for making sacred space, and for protection, with variations for invisiblity, changing the energy in a rotten place (like jail).

Calling the elements: Basic familiarity with correspondences of air, fire, water and earth, calling them in in tense and difficult situations, drawing vitality and energy (even through concrete), working with the elemental powers.

Invoking the sacred/deity: Finding your personal allies and the allies for the work of the action, getting to know them, invoking under stress.

Visualization: Clarifying a ritual/action intention Developing an image/anchor to hold that intention Visualization practice__being handcuffed

Energy work: Basic energy sensing Identifying how we already do sense energy Shifting group energy: songs, chants, story telling Building a cone of power/grounding Hands on healing

“Changing consciousness at will”: Anchoring to a core state of being Inflated/deflated self practice Speaking/acting from core

Closure and cleansing: Returning from intense states Cleansing techniques: brushdown, salt water Caring for the body/ food and drink Devoking. letting intensity go


By Starhawk


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